Não nada. Não nata. Não nascida. Não coisa nascida ("res nata"). Incriado.
O que os dicionários dizem ser "bagatela, insignificância, ninharia, nuga" é, etimologicamente, o não nascido, o incriado, a natureza primordial de tudo...
Porque "nada" originariamente quer dizer "nata", nascida, coisa nascida (res nata). Por isso dizemos "não sou nada" e, em francês, "je ne suis rien" ("rien" de "res", "coisa", em latim).
Nonada sugere o não "alguma coisa", sem ser "nada", no sentido comum de não ser em absoluto.
Nonada sugere a "shunyata" indiana, a vacuidade, como diz Raimon Pannikar, em "De la Mística. Experiencia plena de la vida", chamando a atenção para as virtualidades filosóficas e interculturais da língua portuguesa e castelhana, por via desta palavra.
Paulo, agradeço a explicação. Excelente como sempre. De qualquer forma, foneticamente, é um desastre, o que me leva a pensar que nem tudo o que é vale a pena ser.
Coisas...
ResponderEliminarNão nada. Não nata. Não nascida. Não coisa nascida ("res nata"). Incriado.
ResponderEliminarO que os dicionários dizem ser "bagatela, insignificância, ninharia, nuga" é, etimologicamente, o não nascido, o incriado, a natureza primordial de tudo...
Porque "nada" originariamente quer dizer "nata", nascida, coisa nascida (res nata). Por isso dizemos "não sou nada" e, em francês, "je ne suis rien" ("rien" de "res", "coisa", em latim).
Nonada sugere o não "alguma coisa", sem ser "nada", no sentido comum de não ser em absoluto.
Nonada sugere a "shunyata" indiana, a vacuidade, como diz Raimon Pannikar, em "De la Mística. Experiencia plena de la vida", chamando a atenção para as virtualidades filosóficas e interculturais da língua portuguesa e castelhana, por via desta palavra.
Paulo, agradeço a explicação. Excelente como sempre.
ResponderEliminarDe qualquer forma, foneticamente, é um desastre, o que me leva a pensar que nem tudo o que é vale a pena ser.