
Os pratos da balança
Já não se equilibram mais.
A medida certa acabou.
A incerteza,
A dúvida,
São o paradeiro de um caminhar
Em terreno,
Fatalmente movediço.
Numa massa estanque,
Informe e disforme
Se movem os nossos paços,
Apreensivos.
Sempre
Nos prendem as pernas,
Sempre
Nos atrofiam os músculos.
Que ilusão,
A dos Homens,
Supostos senhores,
Dominadores do espaço cósmico
Que tão debilmente habitam.
E o Mundo?
O Mundo está aí
E permanece imutável,
Na sua essência,
Apesar de todas as investidas
Das Criaturas des-norteadas.
Isabel Rosete
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