As luzes se apagaram, desce o pano de boca e atrás do pano o palhaço chora, mas como no mito na caverna parece brincar.
Outrora o palhaço ria de alegria e a transmitia com prodigalidade.
Talvez nem soubesse que era palhaço.
Mas não chora agora por ser palhaço. Sabe intuitivamente que o mundo precisa dos palhaços para substituir as vítimas e os sacos de pancada.
É que os sábios tiraram férias, os juízes se aposentaram e o mundo perdeu o juízo.
E como quem não tem juízo não tem face e não tem cara, ficou desfigurado e só se ouvem gritos e vozes estranhas.
Nem o palhaço rindo tem voz. Pobre palhaço! A sua máscara derrete com as lágrimas e os carrascos reinam.
Mentem descaradamente coroados e até eleitos! Mas valerá a pena reinar entre mendigos de esperança?
Os mendigos de pão ignoram completamente o que seja reinar.
Talvez os pobres de espírito batam palmas quando um destes reis suba ao palco das quimeras, ou ao passar em frente do palco desativado das lágrimas do palhaço.
Os pobres de espírito riem por qualquer coisa...
Os outros miseráveis, e dentre eles os ricos de poder e de pão espúrio não riem de verdade, embora finjam rir, mas na verdade rangem os dentes.
Ora, quem são estes? Liguem os mídias e eles lá estão cheios de “botox”, faltando falange falanginha e falangeta e respeito ao outro, que absolutamente ignoram.
Que é feito do Delegado Protógenes?
ResponderEliminarEstá por aí fazendo campanha com o PSOL.
ResponderEliminarQuer evoluir de "Proto" delegado em "genese" para De-putado.