terça-feira, 5 de maio de 2009

Nas águas do corte serrado

- Partimos antes de um agorinha.

Naquela sala você pode esperar a sede.

-Espera!

-Não.


- entra em tua câmara interna e, fechando a porta, ora em segredo.

- O homem não pode nem propiciar, nem comandar o rio, imprime nele suas presas incólumes. Sente quando está sozinho uma presença que consome.

Uma sombra sinuosa que quer mostrar outros caminhos. É tão fina, tão leve. Nada sei da sua presença.


Uma intenção...

Sem cessar, o corpo sente aqueles tremores de sono.

- nada havia a dizer, como nada havia a temer.

Fica-se cego bem no instante em que se vê a própria face.



Afonso Alves

Várzea Grande – MT - Brasil
afonso-alves@hotmail.com

Bom clima ao anoitecer.

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