- Partimos antes de um agorinha.
Naquela sala você pode esperar a sede.
-Espera!
-Não.
- entra em tua câmara interna e, fechando a porta, ora em segredo.
- O homem não pode nem propiciar, nem comandar o rio, imprime nele suas presas incólumes. Sente quando está sozinho uma presença que consome.
Uma sombra sinuosa que quer mostrar outros caminhos. É tão fina, tão leve. Nada sei da sua presença.
Uma intenção...
Sem cessar, o corpo sente aqueles tremores de sono.
- nada havia a dizer, como nada havia a temer.
Fica-se cego bem no instante em que se vê a própria face.
Afonso Alves
Várzea Grande – MT - Brasil
afonso-alves@hotmail.com
Bom clima ao anoitecer.
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