Exigir não chega. Criticar, talvez, menos ainda: já a crise é mais que muita.
Precisamos de iniciar, a partir de nós, uma nova fase, de criar uma nova face, renovada, de Portugal.
Somos ricos. Ricos da maior riqueza que pode haver no mundo, a eterna: invisível. Somos ricos emocional e intelectualmente. Tesouro guardado, amadurecido e à espera de ser revelado.
Precisamos de agir. Mas de agir de acordo com a Terra, com a Vida, como no Passado.
Chega de cortar o cortado. De quebrar o quebrado. De matar o morto.
É preciso dar à Luz a nossa Alma. Levantarmo-nos do chão, da cadeira.
Elevar Portugal ao Seu Último e Único Lugar: o desmedido Céu.
Para isso há que lavar os ouvidos e os olhos, e voltar a ouvir e a ver em simultâneo: a viver inteiro. Uno com a Terra, tal como Ela é una com o Mar: unir corpo e palavra, ser e pensar, coração e cabeça: Povo e Rei.
Saravá!
«Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.»
Fernando Pessoa, Mensagem
... da Terra do Mar: Eterna, cujo Som é Luz - Criadora: Lusofonia.
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