domingo, 26 de abril de 2009

Os Sete Poemas: POEMA N.ºDOIS

Peregrino – DOIS - Quem,
Senão o PAI e a MÃE
De todas as coisas?
ELE fecunda, ELA gera.
Mira-te, ó peregrino,
No espelho da vida
E sê ao mesmo tempo
Terreno e universal!
DOIS, peregrino,
O quê, senão a vida e a morte?
DOIS
São os pares de rodas do carro
E dois pares de patas
Para aqueles que caminham
Na horizontal.
DOIS
São os pés daqueles
Que já se levantaram
E seguem na vertical;
Peregrino,
DOIS são os teus olhos,
DOIS são os teus ouvidos,
DUAS são as tuas narinas,
Por onde aspiras ao hálito;
Mas apenas UMA a tua boca,
Para que fales menos e ouças mais.
DOIS, peregrino,
É o que com a tua gente
Conheces por duas incógnitas:
- Nascimento e Morte.
DOIS, peregrino,
São as serpentes cósmicas,
De natureza opostas: Yin e Yang,
Centrípeta e Centrífuga,
Quente e Frio,
Masculino e Feminino,
A base do Universo
E a fonte de toda a vida.
DOIS... Peregrino.

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