Carlos Nejar, A Idade da Noite
«O Espírito vive, mas amarrado à palavra, à cruz.»
Teixeira de Pascoaes, O Homem Universal
NostradamusAs páginas do Livro da Vida estão vazias.
Pois as suas palavras somos nós.
O único Livro da Vida é a própria Vida: Livre.
Todo o Ato de Vida é Mudo.
O Som-Palavra é o caminho que o Ser toma para se conceber:conhecer. Mas o seu Fim só pode ser o seu Princípio: o Ser que (se) fala: o Coração do Silêncio. Quando o Homem reconhecer que o Lugar da Palavra é sempre o Silêncio: a Luz do seu Olhar, permitirá o regresso à sua Origem. Então, a Grande Mudança se dará, quando a Música do Mundo voltar a ser dançada de acordo com a sua natureza: Muda. Quando o Homem de novo se Vir na Palavra-Luz do Sol Amado: Vivo!... E o Amor em Pessoa terá vindo.
A-té-Deus.
http://www.youtube.com/
ResponderEliminarwatch?v=sg9i0vqpJuI
Mas no Início (não) Era o Verbo?
ResponderEliminarE a Voz do Silêncio não se faz ouvir no clamor do mundo?
Sem o clamor do mundo não seria necessário o silêncio, que aí nem um nem outro, clamor nem silêncio.
E que até silencie a palavra, mas e o coração do poeta?
Mas se há vida que cresce que seja uma vírgula, no infinito, será forma e será corpo e então será sombra, porque o verbo se fez carne, e segue...
Bendita é a palavra do poeta por ser livre, mas sagrada é a do profeta, porque anuncía o novo, que se renova na carne, que se renova no canto,
que se "acriancía" na ilusão do amanhã.o amanhã pode ser ilusório, mas a criança ri ou chora...
Bendita é a luz, mas o que seria a luz sem as trevas, onde se reflete?
Vou tentar responder na medida em que entendi o que escreveu...
ResponderEliminarNo início o Verbo estava junto com Ser - em Si-lêncio.
O clamor do mundo é a Voz do Silêncio revelada.
O coração do poeta só pode cantar o seu silêncio: pois é Ele, o Mudo Som, o Amor, que aí mora.
«o que seria a luz sem as trevas, onde se reflete?»
As trevas ardem e dão à luz. As trevas não reflectem a luz apenas: criam-na.