domingo, 19 de abril de 2009

Furtamo-nos, ou dizemos a verdade?

... porque importa aprender com o saber.

«... ninguém me estranhe chamar nobre à arte cujos professores, por leis divinas e humanas, são tidos por infames. Essa é a valentia desta arte - como a dos alquimistas, que se gabam que sabem fazer oiro de enxofre - que de gente vil faz fidalgos, porque aonde luz o oiro não há vileza... Assim são os ladrões... chamam-se infames, quando os sentenciam, que é poucas vezes; mas nas ruas, por onde andam de contínuo em alcateias, têm nomes muito nobres... mas nas obras todos são piratas.»

in "Arte de Furtar"

Piratas!?

6 comentários:

  1. Desde que se pirateie bem...
    Marinho: “toda a obra superior da arte ou do pensamento é um plágio bem feito”.

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  2. Afinal eu não precisava de saber que Mark Twain descobriu que só o primeiro homem nunca citou ninguém, pois temos o grande Marinho.

    Excelente citação.

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  3. A cópia é sempre melhor que o original !

    L+G

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  4. "Nomes muito nobres" nem sempre.
    Às vezes até de moluscos são chamados.
    E estes já nem andam pelas ruas;
    de avião, disco voador e quase sempre bebados rsrsrsr
    Ladrões certamente e refinadíssimos;
    "aprender com o saber"? Como, se ler dá azia?

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  5. Julio, ler bem, talvez, que significa não absorver simplesmente, mas sim concluir o texto através de nós e em nós.

    Julgo que não se lê pouco. Lê-se mal.

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  6. Esta "Azia", e de certa forma o comentário, caro António, especificamente tem endereço certo aqui no Brasil.
    Ao meu foco, ainda que não tenha sido esse o do texto, revelou-se uma figura muito conhecida, rodeada de seus ajudantes.

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