segunda-feira, 30 de março de 2009
Agostinho da Silva: "...tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso"
Não me preocupa no que penso nem a originalidade nem a coerência. Quanto à primeira, tudo aquilo com que concordo passa a ser meu — ou já meu era e ainda se me não tinha revelado. A minha originalidade está só, porventura, na digestão que faço. Pelo que respeita à coerência, bem me rala; o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso - Pensamento em Farmácia de Província, 1 [1977], in Textos e Ensaios Filosóficos II, p.319.
Genial, sempre me faz sentir um pouco menos só.
ResponderEliminarAgostinho da Silva igual a si próprio. Como sempre: UM ESPÍRITO CUJA VISÃO SOBRE AS COISAS NADA PRETENDIA E TUDO DIZIA.
ResponderEliminarIsso e que e modestia, o Flavio;-)!
ResponderEliminarEm verdade vos digo que modéstia não é uma virtude muito taurina.
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