segunda-feira, 30 de março de 2009
Agostinho da Silva ou da visão omni-abrangente e do amor superativo de ciência, arte, filosofia e política
[…] que filosofias pitorescas são essas que pretendem explicar o mundo e têm de bulhar? Uma filosofia, ao que eu entendo, tem de ser uma explicação total do universo: porque não inclui então aquele que nos aparece como adversário? […] Dirá você que uma concepção dessas, em que todos os contrários se harmonizam, só é possível em Deus. Vamos então nós desistir de chegar a Deus? Essa, para mim, é que é a grande tarefa filosófica, como é a grande tarefa da arte, da ciência, da religião e da sociologia ou, melhor, da política. Do amor também: do amor sempre, porque, se é verdadeiro, ele supera a ciência e a arte, a filosofia e a política – Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945 ], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 262.
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