terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

COMUNICADO DO MIL SOBRE O USO DA LÍNGUA GALEGA NA GALIZA

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Na Galiza, a "Lei de Normalización Linguística", aprovada unanimemente por todos os grupos do Parlamento Autónomo (Partido Socialista, Partido Popular e Bloco Nacionalista Galego), dita que deverá lecionar-se 50% das matérias em galego, mantendo os outros 50% da lecionação em língua castelhana.

Lá como cá, contudo, as leis não são, muitas vezes, aplicadas – há casos de escolas com 90% de aulas lecionadas em castelhano, em que só a disciplina de "língua galega" é lecionada em galego.

Não tomando posição sobre o estatuto político da Galiza – cabe apenas aos galegos definirem esse estatuto –, o MIL apela publicamente à aplicação dessa lei. A língua galega é parte integrante da Lusofonia.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com mais de oito centenas de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (
www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

7 comentários:

  1. "A língua galega é parte integrante da Lusofonia."

    Isso é verdade no sentido histórico, mas no estado em que o galego está devido à imposição do castelhano que o atrofia e deturpa, não será essa a situação atual.

    Acredito que numa evolução normal sem constrangimentos e coações fascistóides do império castelhano, a língua Galega pode evoluir e atingir essa integração com a Lusofonia, acredito também na possibilidade da Galiza se tornar independente ou um estado federado de Espanha e aí poderemos falar com os Galegos como iguais.

    Agora serão apenas os nossos irmãos maltratados por um padrasto cruel... Mas a Galiza optou por esse padrasto há muito tempo atrás.

    No sentido Hegeliano acredito que em breve nos encontraremos de novo, mas sem mexer com o império castelhano, pois isso pode ser fatal neste momento para a nossa independência, devido ao governo atual português ser na sua maior componente, iberista, ou era, antes da crise #200085789080978.

    Luís Cruz Guerreiro

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  2. >> Mas a Galiza optou por esse padrasto há muito tempo atrás.<<

    Caro Luís,

    Creio que essa história está muito mal contada. Vejo num site galego uma descrição com uma perspectiva bem diferente ... se chamam a isso "optar" ...

    Saúde

    http://seioque.com/index.php/525+anos;

    »GUERRA COM CASTELA (1475-1486) E SUBMETIMENTO DE GALIZA.

    1475
    À morte de Herinque III de Galiza e IV de Castela (1474) é proclamado rei de Galiza dom Afonso V de Portugal em Tui, Baiona, Vigo, Redondela e Ponte Vedra, apoiado por Pedro Madruga.

    1476
    Tira-se-lhe ao reino de Galiza o direito de votar nas Cortes. No seu lugar votara Samora.

    1479
    Tratado de paz entre Portugal e Castela. Isabel a Católica, irmá de Henrique III é aceite por Portugal como rainha de Galiza, em prejuízo da filha do rei, dona Joana, casada com Afonso V de Portugal. Os galegos ficam sós contra Castela.

    1480
    Galiza é ocupada militarmente pola “Santa Hermandad”, corpo dependente da rainha de Castela.
    O Real Conselho (de Castela) atribui-se o poder para nomear os escrivaos na Galiza. Isto provocará que para ser escrivao haja que saber castelhano.
    A rainha de Castela nomeia um governador, Fernando de Acunha, e um corregedor (justiça maior), Garcia López de Chinchilla, ambos castelhanos, com poderes absolutos sobre a Galiza.

    1482
    O sistema de medidas castelhano é imposto em Galiza: a libra de Ávila e a medida de Toledo.

    1483
    Cai o Marechal Pardo de Cela na sua fortaleza da Frouxeira.

    1485
    Cai Saavedra no seu castelo de Cal da Loba em Cospeito.

    1486
    Cai a última praça galega que resistia a Castela: Ponferrada, defendida por Rodrigo de Castro, conde de Lemos.
    Morre em Castela em estranhas circunstáncias Pedro Madruga.
    A rainha de Castela visita Galiza em outono.
    Os concelhos som “vendidos” a regedores perpétuos.
    Os nobres galegos som obrigados a ir à guerra de Granada ou ao exílio, incluídos os que se venderam a Castela.
    Santiago deixa de ser patrom de Galiza.

    1480-1486
    Galiza é dividida em cinco províncias por Castela.

    1493
    Som proibidas as reunions de muitos indivíduos e as que fossem de mais de um dia, com o fim de evitar conspiraçons contra Castela.

    1500
    Som proibidas as ligas, confederaçons e bandos, e acudir ao chamamento dos nobres.

    1483-1540
    A igreja galega com todos os seus mosteiros perde a autonomia e passa a depender das ordens religiosas castelhanas. Isto terá duas consequências principais: a evasom de capitais e a imposiçom do espanhol como língua litúrgica.

    1562
    A Inquisiçom Castelhana é introduzida em Galiza.«

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  3. Os meus parabéns ao MIL pelo comunicado solidário. Continuaremos atentos ao que se passa com os nossos irmãos galegos!

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  4. Muito importante o seu histórico sobre a Galiza, abriu-me novas perspectivas sobre o tema.

    Estou solidário com a posição do MIL e apoio os defensores do Galego, contra o imperialismo castelhano.

    Força camaradas, Viva a Galiza independente !

    MIL abraços solidários.

    Luís Cruz Guerreiro

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  5. Caro Luís,

    Passos muito importantes foram já dados, vale a pena ver atentamente:

    http://www.youtube.com/watch?v=Yf74yWreQNs
    http://www.youtube.com/watch?v=n7-4eS_nixk
    http://www.archive.org/download/pgl_017/20081006_aglp_sessao_inaugural_64kb.mp3

    Saúde

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  6. A Galiza é parte da Lusofonia.
    Parte Primeira e Genética porque é de facto, a matriz original da língua portuguesa de hoje...

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  7. E na Galiza há uma amor pela Lusofonia que não, em geral, em Portugal...

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