sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ausência

Secou o rio da minha terra.
As videiras à beira do caminho não existem mais.
O rio da internet não une. É muito frágil;

Virtual, camaradagem livre, casual.
Livre e sem compromisso de sangue...
Sem consagração real de amizade.

Já as lágrimas... talvez.
Só a micro porção de sal sobre o papel.
Talvez passem com o vento.

Mas não aquém teclado.
Do teclado além não vão sentimentos.
Nem lágrimas.

Ruíram os sonhos mais belos.
Os mais belos instantes também se apagaram.
Escureceu-os o tempo, sumiram os horizontes.

Apagaram-se as luzes e já no escuro,
O presente sem direção é sem instantes...
Nem presente, passado nem futuro...

Só Ausência...

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