domingo, 8 de fevereiro de 2009

Apelo ao MIL sobre a situação da Língua na Galiza

Já é tempo de a sociedade civil portuguesa mostrar o seu apoio aos cidadãos galegos na sua legítima aspiração de poderem viver em galego-português. O que está em causa é a revogação de um decreto (que nem sequer é universalmente aplicado) que permite que as crianças tenham pelo menos .... 50% das aulas em Galego. Na Galiza há trabalhadores que evitam falar a sua/nossa língua com medo de serem despedidos, cidadãos que vão aos hospitais e são obrigados a comunicar as suas queixas em espanhol, sem que o médico perceba uma palavra do que dizem se falarem em galego.

O mundo lusófono manifestou a sua solidariedade em relação a Timor de forma exemplar. Aqui, se não existe opressão e violência fisicas, existe muita opressão e violência psicológica e social sobre os que teimam em falar a língua da sua Terra. O linguicídio tem que ser parado.

Fernando Pessoa disse que a sua Pátria era a Língua Portuguesa e nesse sentido a Pátria está em perigo. Sei que a "real-politik" irá impedir que o governo português faça o que quer que seja. Por isso, faço aqui um apelo a que o MIL possa promover um abaixo-assinado de solidariedade com os cidadãos galegos que ainda falam a sua língua original e o divulgue por todo o mundo lusófono, como forma de tornar consciente a real situação linguística da Galiza e pressionar o poder central Espanhol a não apoiar as entidades galegófobas que na Galiza têm tentado liquidar a língua do país. Pensem no que seria se não tivesse acontecido a Restauração em 1640, estaríamos na mesma situação penosa da Galiza.

Cada terra com a sua língua, e na Galiza, o Galego.

Miguel Santos

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