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Há, à partida, duas posições antitéticas: a dos que, por oportunismo, estão sempre a favor dos “ventos da História” e a dos que, por feitio, estão sempre contra…
Se abomino os primeiros (que costumo nomear como “cata-ventos”), também não sacralizo os segundos. Para mim, qualquer pessoa deve, simplesmente, ser coerente e consequente com as suas convicções – quer os ventos da História estejam a favor, quer estejam contra…
Sabemos como, em particular nas “revoluções”, muita gente muda, de um dia para o outro, de “convicções”. E como se estigmatiza quem prefere cair de pé, resistindo no “lado errado”. Antes cair de pé, do que passar a vida a dar cambalhotas…
Chegados aqui, perguntar-se-á: e o MIL, está a favor ou contra os “ventos da História”? Neste momento, ainda contra. Mas, cada vez mais, segundo o que me parece, já a favor. Os “ventos da História” estão a mudar…
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