Porque no papel nem sempre se é lido..., e fugindo à morte na demorada condição da existência humana:
a alma no Tibete
um dia pus-me a sonhar
julgando poder concretizar
no mundo em que me insiro
um estado digno de um retiro
procurei a minha alma
estava no Tibete
junto daquele sofrimento que não mente
esperando que o bom senso se junte à calma
o fóssil vivo de outrora
libertou a arrogância no agora
chama-se China
e assim se torna pequenina
prossegue galopante o colosso amarelo
Tibete alma
liberdade
António José Borges
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