segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

alguns (eu)forismos (já publicados)

Se tropeçares numa pedra e o sangue despertar a terra compreende isso como uma dádiva;

A salvação tem uma cor: Abril;


Todos os jardins são belos; mesmo aqueles que são feios


O ódio trata-se com sódio e muita oração


escreve, diz o que tens a dizer, até fazeres ferida em ti; a tua existência será escrita em palavras de sangue


A masturbação é uma máquina de fazer imagens;


O vejo o mundo tal qual um cego: sem pleonásmos;


Para se fazer uma guerra basta um de cada lado


Quando a morte te sorrir age com naturalidade

Não roubes. Não mates. Fuma um cigarro;


Tudo cai; excepto a música;


A saudade é um bicho bem pensado;


Sai de ti... mas volta;


De noite não cantes; incomodas os vampiros;


Adora. Aproveita o teu lado predador


Deus : fruto de nenhuma árvore


O mundo continuará a ser grande enquanto os homens forem pequenos;


O único dom existente neste mundo é fabricação do fingimento


A cada instante o silêncio liga a sua ignição;

Há muitos caminhos que vão dar a Deus; mas nenhum de regresso


Não tenho passado nem futuro

Represento o instante em que escrevo

Na Febre e na Loucura os pássaros são as únicas visitas;

Deus perdoa tudo, até os seus próprios erros


visite: teoria dos calhaus

2 comentários:

  1. Felicitações! Adoro aforismos. Poupa-se papel e tinta e ganha-se em profundidade. Porque escrever em 100 páginas o que se pode dizer numa linha?

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  2. Um poema já é redundante ... mas no poema escreve-se o maior romance que se chama Vida.

    Busco fazer poemas do tipo:

    A!...

    X!...

    e com isso dizer numa letra MIL.

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