domingo, 9 de novembro de 2008

Risco(s) que a NOVA ÁGUIA não corre...

Não foi a primeira vez que alguém levantou a questão mas, curiosamente, nos últimos três lançamentos (na quarta, na quinta e na sexta), ela, quase nos mesmo termos, foi levantada por três pessoas diferentes…

“Como é que uma revista de cultura se aguenta financeiramente?”

A resposta já a tenho na ponta da língua: custos de produção baixos; não há ordenados a pagar (todo o trabalho é voluntário); apostar tudo nas vendas, nas assinaturas, nos lançamentos…

“E não há apoios?”

Não têm existido (de forma significativa) e ainda bem. Todos os apoios têm, desde logo, dois riscos:
- tendem a tornar o projecto dependente desses apoios (se há mais dinheiro, aumentam-se os custos de produção…).
- tendem a condicionar a própria evolução do projecto (quem paga, tem sempre a tentação de mandar…).

E é por isso que há muitas revistas que acabam de um momento para o outro. Na quarta-feira, a Dra. Elsa Rodrigues dos Santos deu-me o exemplo da revista editada pela própria Sociedade de Língua portuguesa, de que é Presidente. Essa revista estava dependente do apoio de um banco. Num certo dia, esse banco decidiu deixar de apoiar. E o fim da revista foi inevitável…

Risco(s) que a NOVA ÁGUIA não corre...

2 comentários:

  1. Caro companheiro, na contracapa dos números publicados da "Nova Águia" constam os apoios de uma empresa privada de uma câmara municipal, julguei que tal tinha sido apenas no primeiro número e no decorrer na apresentação nos Açores tive um ligeiro incidente, por não ter notado nesses dois apoios, quando afirmei que a revista se encontrava totalmente livre de patrocínios...

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  2. Essa é uma longa história. Talvez um dia aqui a conte...

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