sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Luso do-ente

Luso do-ente
Ente que não sente
Verdade que mente
O caos seu agente
Tristemente!

Luso in-solente
Coerência incoerente
Decência indecente
Futuro in presente
Constantemente!

Luso de-mente
Traseira na frente
Fechadura sem pente
Problema pendente
Evidentemente!

Luso de-cadente
Cegueira evidente
Cobardia de valente
De cavalo sem dente
Naturalmente!

Luso ca-rente
Prosador maldizente
Fervura a quente
Pobre indigente
Eternamente!

Luso in-decente
Na mentira não mente
Na verdade proeminente
Sem alma de gente
Infelizmente!

***

Que a mensagem do poema possa despertar um novo olhar Luso no mundo e uma Lusofonia despida desses complexos que envolvem a alma lusa pobre e decadente. Que o luso do amanhã comece hoje e novos valores despertem para um novo paradigma civilizacional.

Que a todos seja passada a mensagem que os poderosos afinal só exercem o poder sob a ignorância dos povos ... que se saiba que o poder e o destino do homem, sob o signo da guerra, da fome, da injustiça, está nas mãos de gigantes com pés de barro.

in:

www.poesia.blogtok.com

De: José Lourenço

1 comentário:

  1. Do-ente luso, ente-luso, in-solente luso, luso-in solente, solar, de-mente luso, luso de-mente
    mente-luso, mente, de-mental, de-cadente, cadente-luso, renascido onde estiver,

    ca-rente, luso-carente, insaciável, infelizmente incompreendido, e depois de cumprir o mar não se cumpriu, porque não se cumpre primeiro cada um a si mesmo...

    E este acho mesmo ser o drama universal, mas a união faz mesmo a força, e a hora é esta.

    Lusofonia no oriente ocidente europa e américa...

    Estão contentes ou querem mais?

    Bem, o que este navio leva façam-se as contas, meçam-se, pesem-se, avaliem-se, cultivem-se todos e se tire o necessário para consumo, próprio...

    E o restante na produção de bens necesários à vida.

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