domingo, 26 de outubro de 2008

És livre...

Três vezes diz
Trinta vezes repete
Trezentas vezes ecoa

És livre
Da Verdade, tal como a vês
Escravo

Sê-lhe pois fiel
Sempre
Por mais que isso ofender alguém possa

3 comentários:

  1. Há que sermos fiéis à Verdade ou à escravidão do modo como a vemos?

    Creio que não faz sentido senão a primeira hipótese e isso implica relativizar e questionar sempre o modo como a vemos, única forma de nos libertarmos dessa escravidão e aprofundarmos mais a experiência da Verdade que liberta.

    Por mais que isso ofenda as nossas próprias crenças, dogmas e preconceitos. Por mais que isso nos ofenda.

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  2. Paulo

    Apenas umas breves notas:

    1. Tal como os antigos (gregos mas, decerto, também orientais), não acho que a “liberdade” seja incompatível com a “necessidade”.

    2. Essa “necessidade”, decerto progressiva, é uma progressiva “fidelidade” (decerto crítica…).

    3. A quê? À Verdade?, sim, mas, necessariamente, tal como nós a vemos, talvez melhor, tal como nós a somos, talvez melhor ainda, tal como ela é em nós…

    Enfim, breve notas a desenvolver. Mas não, decerto, num epigrama…

    Abraço

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  3. Por essa leitura do ponto 3 é que quase sempre os homens reduzem a verdade a si em vez de se reduzirem à verdade: creio que esse é um dos problemas maiores da humanidade, a recusa da iniciação, a incapacidade de se transcender. Ser fiel, sim, mas ao ir além de mim (e das minhas crenças, convicções, opiniões) que a verdade me exige.

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