Tinha fome, fome de crescer
E a alma ronronava dentro de si.
Dá-lhe pão seco e água morna
Para que não morra ou saiba viver.
Quantas estrelas queres?
Dar-te-ei todas as que conseguires contar
Se souberes um dia amar
As coisas vivas dentro de ti.
Solta esse grito fechado!
Não queiras viver sufocado
No muco das tuas próprias entranhas
Em virtude do sóbrio passado.
Fez de si nobre viajante
Nas terras que lhe deram voz,
Mas mais não soube que se perder
Na sombra dos seus avós.
Um poema com um fundo sentido, Bruno - esse é o espírito! Chega de «Portugal das caravelas», podres, a apodrecer num cais pretérito, de saudade inconsequente e quintos impérios de nostalgia aos cafezinhos d'A Brasileira!
ResponderEliminar