segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Portugal e a marinha guineense, narco-estado e da... falta de uma força naval lusófona no local

O ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira, declarou que Portugal iria apoiar as 3 lanchas de fiscalização oferecidas a este pais lusófono em 2006 e que por falta de manutenção estavam inoperacionais.

A Guiné-Bissau é hoje o eixo principal do tráfego de droga que leva estupefacientes desde a África Ocidental até à Europa do Sul e a inoperância da sua marinha de guerra assim como os elevados níveis de corrupção são os maiores problemas que têm que ser vencidos por este país.

Ajudar a marinha guineense a repor o seu nível operacional é um passo, mas três lanchas dificilmente farão diferença contra os poderosos grupos mafiosos que operam na Guiné. Havendo como há, um interesse direto na disponibilização de meios no local, faria todo o sentido ver navios, helicópteros e aviões de patrulhamento oceânico dos países da CPLP a operar nas águas guineenses. Infelizmente, não só não há, como não há movimentações nesse sentido… Suspeitam muitos que tal se deva mais a pressões das narco-mafias junto do governo guineense do que devido a quaisquer pudores coloniais, especialmente porque essas missões poderiam ser asseguradas por meios brasileiros, insuspeitos desses temores… De qualquer forma, três lanchas funcionais sempre são melhores que nenhuma, que é o que temos atualmente.

É esta clamorosa necessidade guineense, que está efetivamente a potenciar a transformação da Guiné-Bissau num "Estado falhado", ou pior ainda, num "narco Estado" que nos recorda a proposta para a criação de uma "força lusófona de manutenção de paz", como defende o MIL: Movimento Internacional Lusófono nesta petição:
http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?mil1001&1
Isto no mais pleno cumprimento do ponto 5 da "Declaração de Princípios do MIL":
"5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico."

2 comentários:

  1. E lembrar a pancada que levámos por causa dessa Petição. E que ainda levamos...

    Venham eles!

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  2. ainda que seja aquela que nunca parou de crescer e cujo teor agora seja já "oficial" replicado nas próprias palavras de Cavaco Silva e do MNE!

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