E aqueles que a louvam
E deles não me envergonho
Os que connosco gozam
Ou os desprezo em silêncio
Ou com a lança lhes respondo
Assim sou
E não me envergonho disso
Disse
P.S.: Último de uma segunda série de dez epigramas aqui publicados sob o título geral de «Educação da Nova Águia: pós-graduação» (ver etiquetas). Uma vez mais, agradecemos todos os comentários entretanto feitos.
Louve a pátria quem a louva
ResponderEliminarmas no louvar perguntemos
se sabemos porque louvamos
ou se louvamos porque não sabemos
Sinceros demandemos ainda
se em verdade a louvamos
ou se apenas a nós mesmos
na ideia de ser nossa incensamos
Louvar algo é depreciar o diverso
por isso meu louvor apenas irá
para o que seja comum a todos
e de partidos e pátrias me livrará
De Portugal e da Lusofonia só prezo
o que nesse rumo for bem ligeiro
e assim liberto mente e coração
da lança e do desprezo altaneiro
Renato,
ResponderEliminarO que é louvável em ti é a verdade, o rosto alvo do que dizes e do que expões para salvar e proteger. O que ainda é mais louvável é a coragem de seres como és, sem correcções de sentido por temeres os desentendidos. O que ainda é mais belo é que a forma suave com que do alto do que sabes deixas cair estes epigramas como folhas de um outono permanente que parece percorrer a tua alma quando olhas para o mundo. Mas sabes, que enquanto as folhas caem, é ainda um Paraíso que nos veste a animalidade e nos acena com as distintas formas de percorrermos a saudade da santidade. Por todo este conjunto de epigramas e pela ternura do último recebe a minha simpatia e a minha continuada admiração.
Cara Leitora Atenta
ResponderEliminarBom saber que há quem me leia atentamente. E com boa-vontade.
Um Abraço MIL, de quem da sua Pátria não se quer livrar
P.S.: Mas que reconhece aos outros o direito de realizar esse desejo expresso.
ResponderEliminarPela libertação sim
ResponderEliminarporque a Frátria
é franca e a todos enlaça
nasce das fontes puras da Pátria
às que tornam os outros parte de mim
a todos acolhe e abraça
todos nela serão
herdeiros de tudo o que fez
pulsar o secreto coração
do povo outrora chamado português
e que hoje se encontra ancorado
na esperança de realizar no Universo
aquilo que foi amado, sonhado e pensado
em prosa, em prato e em verso
Há quem te leia atentamente, claro.
ResponderEliminarMas que MILitante tão céptico!:)
Abraço.
Onde está a ternura no desprezo e na lança!?
ResponderEliminarLivrar-se da Pátria!!!???
ResponderEliminarTalvez... livrar-se do que não é a Pátria: nada. (e mesmo assim, já diria Agostinho, que o nada também a é...) :)
ResponderEliminar"Louvo a Pátria
ResponderEliminarE aqueles que a louvam
E deles não me envergonho"
Versos que louvam a Pátria e evidentemente os que a dignificam.
Beijo
Que vale mais, a pátria ou o bem comum? Façam-se as contas aos interessados...
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