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Há tristeza na tua voz.
Senti.
Onde estão os pássaros, porquê o cinzento no céu?
Se o deus dos ventos amasse o verbo
como beija as folhas que caem,
em cada um de janeiro e seguintes
na foto do calendário estaria o teu sorriso,
a dedilhar os dias
que vêm.
Senti. A tristeza e o Janeiro,
a voz e o tempo
a insónia.
Sorri quando telefonares
e o vento levará um beijo
à caixa de segredos do teu telemóvel.
Este poema é lindíssimo, do melhor que li por aqui e, sem dúvida, dos que mais gostei.
ResponderEliminarTudo no poema é perfeito. A ligação entre o universo de folhas e pássaros, que vestiu o paraíso hippie, e este brave new world sem amor nem proximidade - é de uma altura, e sabedoria, absolutamente comoventes.
É um prazer ter aqui alguém, da tua geração, como tu, convivi muito com a malta hippie quando era puto, e tiveram um grande peso sobre a pessoa que sou.
Abraço.
Muito belo o teu poema!
ResponderEliminarBeijos.*
Klatuu e Biazinha:
ResponderEliminarobrigado pelo estímulo, que a quem escreve sabe e lê-se como mel (mesmo que o 'embuçado' me ponha diabético :-)
abç e bj
Excelente poema! Senti-o...
ResponderEliminarP.S. ao Klatuu,
ResponderEliminarEsta geração é a melhor, aprendam connosco.:)
Tinha que deixar aqui esta provocaçãozinha....
:)
Que coisa mais bonita, Carlos! :)
ResponderEliminarandorinha: se haverá 'produções' trans-geracionais o protesto contra o individualismo e o isolamento filhos das "tecnologias" é uma. há mescla de carne, nervo, osso e emoções, Gente, atrás dos fios, das antenas, dos bytes ou do word. e nunca, nunca! esquecê-lo!...
ResponderEliminarfrankie: que valem uma letras rimadas assim-assim, ao pé do que Li, reli agora mesmo e disso o coração falou-te? ;-)