quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Não verborreies...

Não verborreies
Quanto mais se fala
Menos se diz


Se podes apenas duas palavras usar
Porque usas doze?
Assim nem meia dúzia te ouve


Por isso também me calo
Esperando que útil te tenha sido
Esta breve “Educação”



P.S.: Último de uma série de dezasseis epigramas aqui publicados sob o título geral de «Educação da Nova Águia» (ver etiquetas). Agradecemos todos os comentários feitos. Apesar do cariz "estóico" da Educação, somos sensíveis aos elogios... Abraço MIL!

10 comentários:

  1. LOL!!! Um homem honesto - uma estirpe temível! :)

    Abraço.

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  2. Li os 16. Prefiro comentar só agora, que está completa a série. Gostei imenso. Vou guardar. Educar não é tarefa fácil, todas as ajudas são preciosas... :)

    Abraço MIL!

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  3. Depois dessas lições, nem me sinto mais pinto! JAJAJAJAJA!!!

    beijinho.

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  4. Bravo estóico !
    Recebe estas duas breves palavras.
    Bem haja pela tua alma!
    MIL fontes de silêncio sapiencial.

    P.S. Estoicamente aguardamos mais epigramas.

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  5. Gostei e agradeço estes dezasseis epigramas. Espero pelos próximos.
    Abraço e até breve.

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  6. Li todos atentamente. Reli...
    Uma óptima contribuição para a "Educação" de todos nós.

    Abraço MIL.

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  7. Claro que li todos, achei uma beleza.
    Curto e não grosso, apenas útil.
    Prof, a experiência sugere que se vá repetindo de novo, desde o princípio.
    De vez em quando uma gracinha que não ocupa espaço e é a Águia a lembrar algumas boas práticas.
    Por que não?
    Abraço

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  8. Tal como todos os que me precedem, tenho lido, um a um, todos os poemas da série.
    São um belo contributo.
    E muito temos a aprender com ele.

    Parabéns!

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  9. Confesso que só li este ainda e abriu-me curiosidade de ir ler os restantes, mas antes deixo algo já aqui.

    Realmente este é um dos nossos problemazinhos na comunicação. Quanto mais elevados na posição social, apimentando com os diversos encargos acrescidos, muitas vezes que exigem à comunicação com as classes mais baixas, o povo, tende-se a complicar o discurso. Floreados para dizer coisas tão simples como (e desculpem a expressão) “vá à merda!”. Não. Assim não pode ser, dizem eles. O ideal é começar pelos “pre-nomes”, a forma como nos dirigimos ao animal para comunicar com ele, variando consoante o seu estatuto, grau académico, etc… A partir daí, podemos florear tanto o discurso que se consegue produzir a mesma ideia mas com uma complexidade que ninguém irá entender, principalmente quando estamos num país onde grande maioria da população é envelhecida e tem baixos níveis de instrução escolar.

    Se calhar eu é que estou doido e a ver coisas onde elas não estão.

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