sábado, 9 de agosto de 2008

Gulliver


On Dead Man Hill (Le Mort Homme), near Verdun (CNP)


Cai o corpo
O pó voa juntamente com a alma
Que sobe
Até o limiar das estrelas
O sangue corre
Livre, esvaindo-se sem destino
A lágrima escorre
Como o último grito de quem já não pode gritar
A garganta seca
O sabor férreo da morte é o que lhe resta
Nesse amargo instante contempla o firmamento
E, num segundo, vê todos os seus sonhos ruírem
Todos os esforços e sacrifícios tornam-se pó
Que sobe
Guiando sua alma à morada das estrelas

5 comentários:

  1. Sê bem-vinda, Lovely Queen!
    Qto ao poema nem preciso dizer nada: show de bola!
    Gosto "di vosmecê pur dimais, visse?"
    É noixxx...até que enfim...Deus é Brazuka...finalmente uma grande amiga entre nós!

    Beijocas.

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  2. E não é que Minha Rainha veio mesmo?!

    Fico feliz de a ver por cá. E que bela estreia!
    Este poema tocou cá bem fundo...

    Um beijo enorme de boas-vindas*

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  3. Bem-vinda a esta Casa, minha Rainha! Faça dela a sua, porque é nossa.

    Beijinho.
    P. S. Português nem é tão mau assim... é um Povo muito velho, querida, com todos os riscos que isso trás de alguma demência... ;) ... mas sempre tivemos bom coração, lavado em lágrima.

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  4. Concordo com a Bia. Quanto ao poema é show de bola, mesmo:)

    Gostei muito.

    Beijinhos.

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