Entro no templo onde repousam os Homens da pena e do sextante. Imponente resultado de um sonho alquímico que transformou pimenta, cravo e canela em rendas de calcário lioz. Subo ligeira as escadas que me levam para perto das guardiãs. Em breve cairá a noite e acordarão do seu sono de pedra fria. Virão então pousar no meu ombro, e contar-me-ão histórias das negras sombras que povoam os céus da Pátria. Altivas no seu posto, por elas passam mais do que as águas da chuva. Deixá-las-ei enredar as garras nos meus cabelos e desvendar-me as histórias dos que já partiram mas nunca nos deixaram. O mais precioso dos legados: a memória.Vive a tua memória e assombra-te.
Jack Kerouac

Música: Negra Sombra, poema de Rosalia de Castro, por Luz Casal e Carlos Nuñez
Fotos: Gárgulas do Mosteiro dos Jerónimos, Abril de 2008
Gosto muito das fotos,
ResponderEliminaras gárgulas têm algo de misterioso...
"Virão então pousar no meu ombro, e contar-me-ão histórias das negras sombras que povoam os céus da Pátria."
belo ;)
bjs.
Ruela:
ResponderEliminardesde criança que as gárgulas me fascinam. (E o "Corcunda de Notre Dame" da Disney, que as trouxe para a ribalta, veio só muito mais tarde...)
Onde vou, procuro-as sempre.
Obrigada :)
beijo*
Menina, o que eu adoro gárgulas!
ResponderEliminarEstá soberbo! Sorrio-te :)
Lindimais...e a música é tudibom!
ResponderEliminarBeijos.