
Uma fada chegou e entornou as ruas.
Uma voz de cascata estremeceu.
Que estranha a beleza,
que estranho o sonho,
um saxofone de frenesi.
Este é o dia dos beijos lânguidos
e nasce um corpo de árvore em flor,
volta o tremor da águas puras
na curva longa que traça o som.
Vibram as cordas dos finais tristes,
todos os ocos da luz que foi.
Tempo de almas no fim dos tempos,
canção das vozes que a voz criou.
Iolanda R. Aldrei
http://daterraverde.blogspot.com
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