Dedicado à Bia

.Portrait of Sille, Emil Schildt, 2002
O pão é mais que uma metáfora cósmica.
Porque o que sustenta o corpo, alimenta
Também o espírito. Como poderíamos negar
A frescura da água, ou a bondade da sombra,
Ou o calor do chão. O feiticeiro sentado
Compreende os troncos simples da alegria,
Os regatos vivos, folhas, agitados e verdes
Que enchem o coração do júbilo e do canto
Das crianças que cantam sem porquê.
Lord of Erewhon
O pão é mais que uma metáfora cósmica.
Porque o que sustenta o corpo, alimenta
Também o espírito. Como poderíamos negar
A frescura da água, ou a bondade da sombra,
Ou o calor do chão. O feiticeiro sentado
Compreende os troncos simples da alegria,
Os regatos vivos, folhas, agitados e verdes
Que enchem o coração do júbilo e do canto
Das crianças que cantam sem porquê.
Lord of Erewhon
Realmente pão e água são metáforas vitais, pois nosso corpo e espírito não sobrevivem sem alimento e nem agua. Sim , a sombra encerra em si uma generosidade infinita, pois alivia o calor de toda a tensão do corpo e da alma, e o balançar das folhas é a expressão natural de alegria da natureza.
ResponderEliminarA vida é muito mais simples do que podemos supor.
Apesar de ter saído do projeto(MIL, Nova Águia), não deixarei de vir prestigiar meus amigos que aqui continuam, e acima de tudo tu, que és um verdadeiro irmão pra mim.
ResponderEliminarApesar de proibidos,
Mil beijos.
Gosto muito de você, Bia, nada mais importa.
ResponderEliminarBeijinhos.
Sem palavras...não são necessárias:)
ResponderEliminarA Bia merece tudo. É uma "criança" linda por dentro e por fora:)
E dá lições a muitos adultos...
Beijinhos para os dois.
Já me esquecia...
ResponderEliminar"Gosto muito de você, Bia, nada mais importa."
E eu gostei muito de ler e tu sabes porquê:)
Beijinho Bia :)
ResponderEliminar:)
ResponderEliminaré o melhor dos cantos, o canto sem porquê. o mais cristalino.
beijos**
vê bia, tem bons amigos em Portugal.
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ResponderEliminarKlatuu:
ResponderEliminarComo sabes ainda me tinha pronunciado sobre tudo quanto se tem vindo a passar aqui na NA.
Fi-lo por duas razões totalmente distintas mas que, neste momento, talvez valha a pena referir, embora não digam respeito a mais ninguém que não a mim mesma:
*Em primeiro lugar, estive vários dias sem visitar este espaço, por motivos fortes de ordem pessoal. Motivos suficientes para que não tivesse a disposição adequada para apreciar qualquer texto, por mais belo ou tocante que ele fosse, que aqui pudesse ser publicado.
*Em segundo lugar, devo dizer que, embora já ontem tenha voltado a passar por cá, tudo quanto li deixou-me de tal modo desiludida/desencantada que me doeu profundamente.
Talvez por isso mesmo, remeti-me ao silêncio; porque sempre foi assim que lidei com as minhas dores.
Hoje, no entanto, fui incapaz de manter essa postura.
Por muito que seja um ratinho de biblioteca, sempre aninhada no meu canto, limitando-me a estar calada ou -quando muito- a desfiar uma data de disparates, há momentos em que sinto que tenho de falar. E de falar a sério.
Este é um deles e, por isso, voltei.
Estou chocada com o que este espaço -que tantos (eu incluída) admiraram e no qual depositaram esperança- se tornou.
Chocada, principalmente, com o que por cá vem sendo "albergado".
Podes não acreditar mas o que me custa mais nisto tudo é teres-te tornado uma
espécie de alvo.
Deste/dás tudo o que podias -ou não podias- por este projecto e em vez de reconhecerem isso...
Olha... Não sei mesmo que te diga.
Isto dói-me.
Ponto.
Há, no entanto, uma coisa que me dá voltas e voltas na cabeça.
É como há gente que é incapaz de ver aquilo que fazes.
I mean: alguém com a tua cultura, alguém que escreve textos/poemas/críticas/seja-o-que-for (nem que seja um recadinho num mísero guardanapo) com a qualidade que tu o fazes PODIA PERFEITAMENTE ter "feito nome".
Mas não.
Não TU.
Tu recusaste qualquer tipo de proveito próprio daquilo que escreves. Nenhum mérito é dado à tua pessoa.
Sabes?! É difícil ver alguém aceitar ser um espectro antes de o ser realmente.
Tu, no entanto, aceitaste esse papel e cumpre-lo escrupulosamente.
Não sei se tenho ou alguma vez terei grandeza de espírito suficiente para te compreender mas, mais difícil que isso, é ver que ninguém reconhece o que tens, voluntariamente, "perdido".
E dizerem que queres protagonismo e o c%r#lh&?!...
Meu Deus!
Se quisesses isso bastava-te deixar sair uma data de textos com o teu verdadeiro nome; publicavas e provavelmente daqui a pouco -muito menos do que se possa imaginar- os mesmos merdas que te insultam por cá ou por outro lado qualquer estavam a "lamber as tuas botas" e a aclamar-te.
Porra.
Já ninguém pode ser fiel aos seus princípios neste País?!
Sabes o que eu mais associo à Pátria?! Mais até do que este chão e este mar e
estas gentes?!
É a pureza e a coragem que sempre regeram essas mesmas gentes.
Mas, pelos vistos, esse "regeram" é isso mesmo: pretérito passado.
A pureza, pelo que vejo, perdeu-se.
E quando aparece alguém com coragem saltam-lhe todos em cima.
Digo-te apenas uma coisa mais:
Sempre te admirei e tu sabe-lo. Mas, à medida que o tempo passa, essa admiração vai aumentando cada vez mais; agigantando-se...
PS: Quanto ao poema, não preciso de falar pois não?!
ResponderEliminarÉ lindo. Mas isso tu sabes.
E é uma homenagem mais do que merecida. Mas isso, também ela sabe.
PPS: Desculpem-me os dois ter usado esta caixa de comentários para expressar tudo o que sinto mas tu, Klatuu, sabes porque o fiz...
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