segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ainda sobre a nova Petição MIL…


É muito fácil arranjar argumentos para não subscrever a nova Petição MIL: quando se fala do “passaporte lusófono”, logo alguns levantam o fantasma de uma invasão*.

Quem, contudo, ler com atenção (e com boa-fé…) o texto da Petição poderá verificar que a proposta é gradualista. De resto, ainda no próprio texto da Petição se diz que “o MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados”.

Nessa medida, e concretizando: cada vez mais, no espaço europeu, a política de imigração passa pelo estabelecimento de quotas. Pois bem: o que propomos, à luz desta Petição, é que essas quotas sejam preferencialmente preenchidas por imigrantes lusófonos...

Mas, obviamente, é bem mais fácil fazer caricaturas: também não se costuma dizer que o Agostinho da Silva era contra o trabalho?...

* Curiosamente, algo de similar aconteceu com a primeira Petição: na altura, houve algumas almas que acharam que nós queríamos (re)invadir Timor...

1 comentário:

  1. Caro Renato,

    algo que não podemos modificar é a cupidez e falta de escrúpulos.

    A mensagem está e é válida.

    A força dos "argumentos" - ou argumentos - não chegará para a nossa vontade.
    Quem, por bem, quiser contribuir, debata, discorde.

    Oportuno, mordaz, lúcido e esclarecedor o post.



    Abraço

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