segunda-feira, 23 de junho de 2008

Dezembro

Para o Lord of Erewhon,
por um painel das Galveias e tudo o resto


Possa seer esta, meu Duque, a derradeyra
carta a chegar-Vos assy, nocturna e breve:
que nom mais use da penna a mão que a 'screve
ate daar ao Reyno hum Rey, e a Patria inteira.

Possa seer esta, Senhor, a madrugada
que tantas noytes guardaamos a aguardar;
as pennas que a Portugal Deos faz pennar
releve-as Deos amanhan, e a minha espada.

E possa o nome de Rey ser-Vos merecido;
Rey com honra sereis so de um rreyno novo
onde a justiça e o alto fruto appetecido

da sciencia nom caiba aos deoses, mas a hum povo,
por guardardes Portugal n'este Mysterio:
nom seja nosso o proveito, mas o Imperio.

5 comentários:

  1. Apenas Sirvo, como tu.

    VIVA O REI!
    VIVA PORTUGAL!

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  2. Tive um pouco de dificuldade em entender o poema, aí tive que pedir a ajuda da minha mãe, no final das contas, achei-o bonito!

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  3. ih, pedir a ajuda da Mãe é trapaça :P

    Bia, um destes dias contamos aqui também umas histórias sobre a revolução de 1640 (independência de Portugal da Espanha), que é o assunto do painel de azulejos que o Lord pôs como imagem num post anterior para mim :)

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  4. Eu hei-de te amar
    nas ondas do mar, além.
    Eu hei-de te amar
    como nunca te amou ninguém.

    Terra minha de um só mar
    que em ondas vem afagar o meu coração magoado
    Tivesse eu voz p'ra contar
    aos barcos a navegar
    porque existe em nós o Fado.

    Fata Morgana

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  5. Perguntaram-me se a autoria estava por conta de Violante de Cisneiros... Vivemos numa época sem ortografia.

    Vamos por
    16
    e vamos por
    40.
    Tudo é Fado.
    Mas só
    descanso
    nos
    11.000.

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