Desinstante
.
.
.
Tic.
Passaram-se vidas inteiras
dentro daquele segundo.
Negros ponteiros acima
da velocidade da luz.
Cresceram todos os pêlos
(findaram esbranquiçados).
Correram todos os líquidos
e evaporaram.
Velaram-se os mortos;
secaram as flores;
nasceram os filhos
e, de repente:
Tac
(havíamos perdido a hora).
Fabrício Fortes (fabricio.fortes@hotmail.com)
Você é já um poeta perfeitamente maturo; atingiu um domínio técnico e de seu universo próprio invejável.
ResponderEliminarAcho que não muito longe você será uma referência da tua geração na poesia brasileira.
Abraço!
P. S. Gostei do toque concretista - escola que muito admiro.
Gostei muito. Aprecio a tua escrita.
ResponderEliminarQuando se vive a uma velocidade supersónica corre-se o risco de se perderem as horas...
Um beijo.
P.S. Acho que o Klatuu tem razão:)
ResponderEliminarSem palavras...fiquei em extase!
ResponderEliminarO tempo se arrasta para apenas um indivíduo, entretanto, acelera-se na velocidade da luz abrigando vida e morte. Pessoas nascem, pessoas envelhecem, e o tempo passa
à revelia de tudo isto. O tempo é implacável!
Beijos.
O tempo gasta-se...
ResponderEliminartic tac o barulho infernal do
bater dos ponteiros do maldito
relógio...tão antigo quanto as horas.