Nem todos os portugueses estão contra o Acordo Ortográfico, facto provado pela petição que se encontra na Internet para que o diploma seja posto em prática o mais rapidamente possível. O Movimento Internacional Lusófono conta com mais de 500 membros (...) e defende a convergência e o reforço dos laços dos países lusófonos. Renato Epifânio (...) defendeu, em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, uma união entre Portugal e Brasil para que o acordo seja aprovado, algo que fará a língua portuguesa mais acessível nos quadros internacionais. “Em organismos internacionais como a ONU, a situação chega a ser aberrante porque os documentos têm de ser traduzidos em dois idiomas: o português e o brasileiro”.
A petição on-line é uma forma de fazer com que o acordo não caia no esquecimento, algo que, segundo Epifânio, o governo português tentou fazer. “A primeira moratória de 10 anos foi um modo de fazer esquecer o acordo”. O filósofo não concorda com o período de transição de seis anos proposto pelo Governo, mas admite que não haverá outra alternativa. “O Brasil tem estado sempre um passo à frente neste tema. O ideal é que houvesse sintonia com o Brasil e que os dois países avançassem ao mesmo tempo mas, do mal, o menos, o que interessa é que o acordo se implemente”. Renato Epifânio afirmou que Portugal deve perder o orgulho e o medo da língua se tornar abrasileirada, em nome de um bem maior. “O fantasma do abastardamento da língua não existe. Portugal tem de ter noção que já não é o dono da língua portuguesa. O Brasil é o país mais preponderante na lusofonia e o futuro da língua passa por lá”.
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Excelente!
ResponderEliminarE fica demonstrada mais uma vez a capacidade das petições para levar a nossa causa à ribalta e propagar a existência do MIL e da NA!
cordiais parabéns pela Revista.
ResponderEliminartem uma capa lindíssima.
que seja (será) um sucesso.
abraço.