terça-feira, 8 de abril de 2008

Desacordo Ortográfico em Alentejano I

Sombra do eu recebendo luz,
sempre pegada ao que nasci,
distância que não muda de minha sombra em mim.
me toco sem me atingir,
preconizo apenas que se da minha sombra
chegasse a mim.
Passa tudo em me seguir
e finjo que sou eu que sigo.
finjo que sou eu que vou
e não que me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!

Almada Negreiros, A sombra sou eu

(Versão criativa em Alentejano)

Imaginem agora este poema tão belo , completamente assassinado em português (sem ofensa para a língua portuguesa) ...

Luís Cruz Guerreiro

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