Hoje, na Casa Fernando Pessoa, o poeta Pedro Sena-Lino apresentará HORIZONTE A OCIDENTE de António Ramos Rosa, pelas 17 horas.
Também a este novo livro de António Ramos Rosa se poderiam reportar as judiciosas palavras de Eduardo Lourenço “esta poética do puro início expande-se a todo o espaço e a toda a matéria, através dum erotismo mediado pelo corpo próprio, pelo corpo da mulher, pelo corpo da terra, pelo corpo da palavra”.
Com Horizonte a Ocidente, António Ramos Rosa, nome maior da poesia portuguesa, dá continuidade à sua longa indagação da escrita, reflectindo sobre o sentido e os limites do poema.
Alicerçada nessa capacidade inédita que tem de repetir sem se repetir, a poesia de Ramos Rosa “convida a reviver um modelo original de uma linguagem-mundo que, na sua total transparência e clarividência [re]inaugura um paraíso perdido” [Paula Cristina Costa, António Ramos Rosa: um poeta in fábula].
Talvez seja uma possibilidade.
O poema é um talvez.
Quem recolhe a rutilância
da cor quando o pensamento é vivo
num momento de aspirada glória?
Só um ser que se recolhe surpreende as águas
e concentra em si o negro e o ouro de uma corola inicial.
António Ramos Rosa, Horizonte a ocidente.
Retirado de: http://cosmorama-edicoes.blogspot.com/
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