Já que por aqui gostam tanto de citar Agostinho da Silva, fazendo dele a figura tutelar da Revista (também do Movimento?), deixo-vos aqui um excerto de um texto dele. Bem fariam em seguir as suas palavras, escritas numa Revista que, essa sim, merecia ser ressuscitada (apesar de não ter formalmente morrido). É o que eu faço...
" (...) com os franceses, não aprenderemos apenas a ser precisos na nossa linguagem; aprenderemos também a ser precisos no nosso pensamento; aprenderemos a pensar à europeia e poderemos depois dizer-nos civilizados (...). Imitemos a França, imitemo-la inteiramente, ela nos ensinará o gosto pela composição, a erudição discreta, o amor da Vida, o sentido da Beleza — mesmo nos assuntos mais áridos, mesmo nos escritos mais técnicos; e por todas estas qualidades os eruditos portugueses se tornarão humaniores, mais humanos; e quando for profunda a nossa ciência, ampla a concepção e elegante a maneira de expor — então Portugal será europeu."
In “Da Imitação da França”, in Seara Nova, Lisboa, nº 197, 23 de Janeiro de 1930.
Caro Jorge Baptista:
ResponderEliminarComo deveria saber, esse texto foi escrito numa fase em que Agostinho da Silva ainda não era "agostiniano".
Quanto ao Movimento, deixe de ser tão provinciano (tão embasbacado com a França, com a Europa...) e junte-se a nós. Consigo, seremos MIL e um...
Óptimo. Agostinho mudava de opinião e evoluia no seu pensamento e discurso. Afinal era humano... Ao contrário dos nossos políticos reinantes que nunca se enganam, raramente mudam de opinião e nunca evoluem no seu discurso e pensamento.
ResponderEliminarCom efeito, o percurso de Agostinho da Silva é um excelente exemplo do que é a evolução do pensamento...
ResponderEliminarQue designação tão engraçada: Mil e um (1001)...
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