EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23
27 de Abril, na Associação Caboverdeana de Lisboa (para ver o vídeo, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

De António Braz Teixeira, sobre Milton Vargas: para o próximo número da NOVA ÁGUIA...

No final do ano passado, quase centenário, faleceu o filósofo brasileiro Milton Vargas (1914-2011), membro destacado do que se convencionou designar por “Escola de São Paulo”, movimento especulativo desenvolvido na capital paulista, durante a década de 50 e 60 do século XX, em torno do Instituto Brasileiro de Filosofia. Amigo, companheiro e convivente de Vicente Ferreira da Silva (1916-1963), desde o tempo em que ambos frequentaram o Ginásio São Bento e aí foram despertados para a reflexão filosófica pelo magistério de Leonardo Van Acker (1896-1986), engenheiro de formação, membro fundador do Instituto Brasileiro de Filosofia e editor da revista Diálogo, em que abundantemente colaborou, professor da Escola Politécnica na Universidade paulista, Milton Vargas dividiu a sua actividade especulativa pela Epistemologia, pela Filosofia da Ciência e pela Estética, numa perspectiva que, como noutros destacados membros da “Escola de São Paulo”, conferiu decisivo lugar à noção de cultura.

(excerto)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

De António Braz Teixeira, "Breve Tratado da Razão Jurídica". Em breve, na Colecção NOVA ÁGUIA...


"o Direito encontra-se em estreita dependência dos costume e do carácter do povo e, como a linguagem, conserva-se com o decurso do tempo, progride com o povo e com a sua vida social, de cujo espírito é manifestação, aperfeiçoa-se com ele e perece quando o povo perde o seu carácter"

(excerto)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

De António Braz Teixeira, para o próximo nº da NOVA ÁGUIA

A SAUDADE NA POESIA DA “CLARIDADE”

1. Se Januário Leite, Eugénio Tavares ou Pedro Cardoso representaram, cada um a seu modo, momentos fundadores da criação poética cabo-verdiana, foi, porém, com o aparecimento no Mindelo, em Março de 1936, da revista de arte e letras Claridade que a literatura do arquipélago crioulo alcançou, verdadeiramente, a sua maioridade e encontrou, pela primeira vez, a sua voz própria.

(excerto)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Resposta a António Guerreiro



O provincianismo de alguma crítica

Qualificou, Fernando Pessoa, o provincianismo como o nosso “mal superior”, referindo Eça de Queiroz como “o exemplo mais flagrante do provincianismo português” [in “Portugal entre Passado e Futuro”], o mesmo Eça que Agostinho da Silva, em convergência com Pessoa, acusou de ter criado “um ambiente de desprezo pela pátria” [in “As responsabilidades de Eça de Queiroz”].

Esse provincianismo, que consiste em desprezar tudo o que alegadamente é próprio da nossa tradição filosófica e cultural, ficando embasbacado com todas as modas que vêm de fora, por mais supérfluas que sejam, tem sido, cada vez mais, justiça seja feita, erradicado das nossas Universidades, onde – falo, em particular, dos Cursos de Filosofia, que conheço melhor –, hoje se estudam, sem quaisquer complexos provincianos, os autores da Filosofia Portuguesa.

Esse provincianismo subsiste, contudo, nalguma “crítica”, sendo António Guerreiro [AG] um dos seus exemplos mais flagrantes. Em Abril deste ano, escreveu uma diatribe contra a Filosofia Portuguesa em geral e a Revista Nova Águia em particular, onde procurava assustar os mais incautos, falando até de “máquina mitológica que constrói uma identidade, reduzindo o passado — com o qual mantém uma relação viciada — a uma papa indistinta de destino e devir, de passado mítico e presente incognoscível” [Atual, 30.04.2011]. Caso para dizer: “Que horror!”.

Agora [Atual, 08.10.2011], volta de novo à carga contra “a tribo da chamada ‘filosofia portuguesa’” [sic], tomando como pretexto uma obra de Miguel Real [MR], recentemente editada na Imprensa Nacional – Casa da Moeda [INCM]: O Pensamento Português Contemporâneo (1890-2010). Esta obra, com mais de um milhar de páginas, procura ser sobretudo um mapa do pensamento filosófico português contemporâneo, detectando as suas principais tendências. Pois bem: AG denuncia nesta obra a “vontade de categorizar, atribuir epítetos, organizar em gavetas e incluir em listas”. Como se não fosse esse, precisamente, o intento maior da obra: construir um mapa. Isso, por si só, torna a obra muito meritória: até agora, não havia um mapa do pensamento filosófico português contemporâneo com esta abrangência e minúcia. Agora – mérito de MR – já há. Por isso, lhe devemos estar muito gratos.

Decerto, poderemos discordar de algumas perspectivas – eu também não me revejo nalgumas delas. Mas é da mais elementar justiça reconhecer que MR procurou fazer-nos um mapa o mais abrangente e minucioso possível do pensamento filosófico contemporâneo, incluindo nele quase todos os nomes (como sempre acontece neste tipo de obras, há alguns nomes não referidos). Para o constatar, basta consultar o índice onomástico da obra (pp. 1009-1022). São cerca de um milhar de nomes.

AG acusa ainda MR de não nos dar uma visão aprofundada de muitos desses pensadores. Como se MR não o tivesse já feito em obras em que se dedicou, nomeadamente, a autores como António Vieira, Agostinho da Silva e Eduardo Lourenço. O que aqui se procurava não era, de todo, isso – uma perspectiva aprofundada sobre os autores do pensamento filosófico português contemporâneo –, mas, o que é muito diferente, uma visão panorâmica sobre “os veios nervosos e os traços singulares da reflexão filosófica escrita em Portugal nos últimos cento e cinquenta anos”, conforme se pode ler na contracapa do livro. Escamotear isto só pode denotar curta inteligência ou extensa má-fé.

AG que escolha a “etiqueta” que mais lhe convém mas eu optarei pela segunda. E isto atendendo ao que AG escreve ainda sobre alguns autores que MR destaca – falo, em particular, de Carlos Henrique do Carmo Silva [CHCS] e António Braz Teixeira [ABT] – a este respeito, uma nota pitoresca: AG denuncia que MR escreve Luísa Neto Jorge e não Luiza Neto Jorge mas comete erro similar com o nome de António Braz Teixeira (escreve “Brás”). Assim, procura ridicularizar o facto de MR considerar a obra de CHCS como “a mais importante produzida em Portugal, no último quartel do século XX”, referindo apenas o título “Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus”. Percebe-se bem a intenção: “Vejam bem quem MR escolhe como a grande obra da Filosofia Portuguesa! Uma obra de evidente teor beato…”. Trata-se de má-fé porque, manifestamente, se procura induzir o leitor em erro. CHCS, sendo Professor de Filosofia na Universidade Católica Portuguesa, é tudo menos um autor beato. Qualquer pessoa minimamente culta sabe isso.

Mas a má-fé não acaba aqui. Atinge o seu auge no último parágrafo. Neste, AG expressa o seu “escândalo” pelo destaque dado por MR a ABT: “promovido a ‘pensador’ de vasto alcance”. Razões para tal? AG só encontra uma: ABT “editou este livro e tem feito do catálogo da editora do Estado um bafiento e despudorado centro de irradiação e difusão do ‘pensamento português’”. Na sua despudorada má-fé, AG consegue até manipular o calendário: ABT não foi o editor da obra pois saiu da INCM, onde era Presidente, em 2008 (!). Mas mesmo que se tivesse mantido: não seria de todo por isso que MR promove ABT “a ‘pensador’ de vasto alcance”. AG conhece, por acaso, a extensíssima obra de ABT? Ou é daqueles críticos que gosta de dizer “não li e não gostei”?

O provincianismo crítico de AG é, pois, evidente. Contra esse provincianismo, muito bem andou ABT em ter “feito do catálogo da editora do Estado um despudorado [despudorado sim, bafiento não] centro de irradiação e difusão do ‘pensamento português’”. Devemos homenageá-lo por isso. Se o Estado tem uma Editora – como eu considero que deve continuar a ter – é precisamente para isso. AG, pelos vistos, considera o contrário. Provincianamente, AG julga que a Editora do Estado não deve irradiar nem difundir o pensamento português. Ou talvez sim, desde que com (algum?, muito?) pudor…

Num texto a meu ver menos feliz, pela sua equivocidade, que de resto aparece no livro, falou MR da “morte da Filosofia Portuguesa”. Também aqui AG discorda de MR. Neste caso, faz, na minha perspectiva, muito bem. Esperemos então pelo próximo ataque à “tribo” (sic). Pessoa tinha, de facto, razão: o provincianismo é mesmo o nosso “mal superior”. Sobrevive a tudo. Nesse aspecto, mas apenas nesse, é como a Filosofia Portuguesa. É, decerto, o seu mais genuíno par antitético.

Renato Epifânio

Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa

Co-Director da Revista NOVA ÁGUIA

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono


P.S.: O presente texto foi enviado para o Jornal "Expresso", que recusou publicá-lo, dando assim cobertura à manipulação crítica e factual.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entrega do Prémio António Quadros - hoje, no Palácio da Independência (Lisboa)

Afonso Rocha recebendo o prémio de Mafalda Ferro, Presidente da Fundação António Quadros. À direita, António Braz Teixeira, Presidente do Júri.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Texto de António Braz Teixeira para a NA 7


António Braz Teixeira

BREVE NOTA SOBRE A SAUDADE NO “LIVRO DO DESASSOSSEGO”

No estudo da reflexão portuguesa sobre o sentimento saudoso não tem, em geral, sido dada a devida atenção à múltipla e diversa obra pessoana, onde, no entanto, ela não deixa de ocupar lugar muito significativo e de assumir feições ou dimensões próprias, que a singularizam no quadro amplo da filosofia da saudade.

(excerto)