Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.
- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.
- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.
- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.
- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.
- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"
- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.
- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.
- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.
- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.
- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).
- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).
- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).
- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.
- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).
- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.
Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24
As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.
Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).
Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!
Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.
NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:
https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas
O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"
Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Que apropriada "comparação"! Esta gente não tem emenda...
"Os monumentos devem ser respeitados e recuperados para nos devolverem a história, não para a ocultar. É por essa razão que ninguém imagina que se promova a visita a Auschwitz apenas para conhecer a arquitectura carcerária modernista da Alemanha."
Boaventura Sousa Santos, sobre a o Programa "7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo"
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Dia Noite, dentro fora, direita...
Quantas palavras se ouvem em tom de alegria
A esconder tanto mal-querer e demagogia!
Quantas vozes de manifesto rancor
Disfarçadas e pintadas com “amor”!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A leste, nada de novo...
"Trabalhos históricos que questionem a importância da União Soviética estalinista durante a Segunda Guerra serão investigados e podem vir a ser punidos com prisão".
in Público, 21.05.09, p. 21
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Óptimo é mais do que bom. Ou será o contrário?...
O ex-Presidente da República Mário Soares defendeu hoje que «foi óptima» a forma como os responsáveis políticos do pós-25 de Abril conduziram o processo que, na década de 1970, culminou na independência das ex-colónias portuguesas.
Fonte: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=132993
sábado, 11 de abril de 2009
Está na altura de se começar a fazer algo...
«O regime político português deveria ser um "Estado Democrático de Partidos". Mas é cada vez mais uma "Partidocracia", um degenerescência que matará a Democracia, se nada for feito.»
José Miguel Júdice, "Partidocracia contra a Democracia", in Público, 10.04.09.
terça-feira, 7 de abril de 2009
PARA O MÁRIO SOARES
Caro MárioLi hoje, no “Jornal de Notícias”, esta tua declaração: “Para mim é chocante que um homem [Durão Barroso] que foi admirador e amigo sincero de Bush e que o apoiou na guerra contra o Iraque, passado pouco tempo, diga a mesma coisa do seu antagonista principal [Obama]”.
Confesso, Mário, que também fiquei chocado – mas sobretudo com o teu choque. E olha que eu não me choco facilmente. Apesar de gostar de chocos…
Nem de propósito. Logo abaixo, na mesma página (7), outra notícia chocante: “PS anuncia apoio oficial a recandidatura [de Durão Barroso à Comissão Europeia]”.
Como vês, o teu “legado” está garantido. E nem será preciso organizar um Colóquio para o saber…
Saudações patrióticas
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
FRASE DA SEMANA
"D. Afonso Henriques também não era um democrata exemplar" [a propósito de José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola]
Manuel Alegre
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Novela do Orkut em Dois Atos
"SENHORA ENTRA NUMA CONFEITARIA E PEDE
AO BALCONISTA UMA TORTA 'NEGA MALUCA'.
O BALCONISTA DIZ À CLIENTE QUE USAR O NOME "NEGA MALUCA",
HOJE EM DIA, PODE DAR CADEIA, EM FACE DE:
- LEI AFFONSO ARINOS
- LEI EUSÉBIO DE QUEIROZ;
- ARTIGO QUINTO DA CONSTITUIÇÃO;
- CÓDIGO PENAL;
- CÓDIGO CIVIL;
- CÓDIGO DO CONSUMIDOR;
- CÓDIGO COMERCIAL;
- CÓDIGO DE ÉTICA;
- MORAL E BONS COSTUMES,
- ALÉM DA LEI 'MARIA DA PENHA' ...
- ENTÃO, MEU FILHO, COMO PEÇO ESSA PORRA DE TORTA?
- TORTA AFRO-DESCENDENTE COM PROBLEMA MENTAL, POR FAVOR...
O pântano está pútrido e ar em volta infecto.
Mas ainda assim um filtro universal e alquimista perfeito
Nasce nele belo e perfumado, e o mundo contempla o lótus.
O lago é majestoso, em volta rodeada de flores, pássaros, borboletas e um ar de jasmim no ar...
Mas dentro do palácio o “rei” a comemorar a morte de seus desafetos morais,
A farsa que foi escondida e a fortuna que foi desviada,
E numa festa de arromba e num forum mundial...
Numa festa de arromba ora convertida...
E o que dái e dali se aproveita é só o dia seguinte, de um nada.
Ou dois!
Mas a vida é muito maior e melhor que as regras e leis humanas e resiste, e prossegue vivendo.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Rir para descontrair
Jornal do Brasil.
"A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano."
(Onde? Na cova?)
O GLOBO
"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem
intensamente."
(O frio não estava filiado ao sindicato grevista)
EXTRA
"Os sete artistas compõem um trio de talento."
(Hã?)
O DIA
"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."
(uma nova modalidade de estrangulamento)
O GLOBO
"Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável."
(De modo algum!)
O DIA
"No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos."
(naturalmente....)
Jornal do Brasil
"Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva."
(Jura ?)
Extra
"Parece que ela foi morta pelo seu assassino."
(Não diga!)
Extra
"O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas."
(Gente, até ontem era um triângulo! Vai ver que qualquer dia inventem o CÍRCULO DAS BERMUDAS...)
O Dia
"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou."
(Seria a volta dos mortos-vivos?)
Extra
"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."
(Que aberração!)
Jornal do Brasil
"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes."
(Água no além para purificar as almas...)
Jornal do Brasil
"O aumento do desemprego foi de 0% em novembro."
(Onde vamos parar desse jeito?)
Extra
"O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos."
(Quanta confusão!)
O Globo
"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio,trata-se de um incêndio."
(Ah, bom! achei que fosse um churrasco!)
O Dia
"Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel."
(Viu como ele é disciplinado?)
Extra
"O cadáver foi encontrado morto dentro do carro."
(Sem Comentários !!!)
O Dia
"Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto.“
(acorda?)
domingo, 11 de janeiro de 2009
De certa forma?!...
“De certa forma, o confronto [entre o Hamas e Israel] foi desejado por ambas as partes”
Jorge Almeida Fernandes, Público, 11.01.09
1. A solidariedade islâmica é um bluff. E nem vale a pena referir, a esse respeito, a rivalidade fratricida entre xiitas e sunitas. Basta ver como se comporta o mundo islâmico relativamente à Palestina – apesar de todas as encenações em contrário, a Palestina, para o mundo islâmico, é, sobretudo, um instrumento retórico. Para o atestar, basta verificar como são efectivamente tratados os refugiados palestinianos no Líbano, na Síria, na Jordânia, etc.
2. O Hamas não foi, obviamente, uma “criação” de Israel (apesar de haver quem o sustente; tal como há quem sustente que a União Soviética foi uma “criação” do Estados Unidos…), mas foi, decerto, promovido pelo Estado Israelita – “inimigo do meu inimigo, meu amigo é”; para enfraquecer a Fatah e dividir o povo palestiniano…
3. Passe a heresia, o Hamas é um movimento “trotskista” – defende a “revolução permanente”, ou, no caso, a guerrilha permanente. Findas as "tréguas regulamentares", em que aproveitou sobretudo para se rearmar, o Hamas começou de imediato a lançar rockets sobre Israel, antecipando a sua resposta. É na guerra contra Israel que o Hamas legitima a sua razão de existência. Daí o seu comportamento, mais do que previsível…
4. Israel também (re)agiu como se previa. Para mais, sabe que tens as “costas quentes”. Também apesar de todas as encenações em contrário, sabe que continuará a gozar da complacência da Europa (dados os seus complexos de culpa relativamente ao Holocausto…) e do apoio seguro do EUA - Obama nada de substantivo mudará a esse respeito, como já se percebeu; apenas será, quanto muito, mais hipócrita…
5. De facto, este foi um confronto realmente “desejado por ambas as partes”. E não de "certa forma".
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
"Portugal é uma pátria madrasta para com os que a querem transformar e engrandecer"
Os grandes vultos do séc. XX em Portugal sofreram quase todos de uma solidão intelectual muito profunda, foram incompreendidos, invejados. O nosso povo é mesquinho e destrói as pessoas que se vão destacando. Camões, Pessoa, Amália... Todos sofreram bastante, pois Portugal é uma pátria madrasta para com os que a querem transformar e engrandecer.
Fernando Dacosta, in Jornal de Letras, Artes e Ideias, 3-16 de Dezembro de 2008, p. 29.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Para memória futura...
Depois do 25 de Abril, foi mandado em missão para São Tomé e Príncipe. Tentou travar a descolonização?
Não. Nem ia com esse propósito. O objectivo era que houvesse uma transição pacífica. Eles tentaram roubar armas, etc., mas eu troquei-lhes as voltas.
Foi uma descolonização diferente das outras?
Foi a possível. Quando cheguei, estavam absolutamente embriagados com a ideia da independência. Há uns dois anos, falei com um dos líderes guerrilheiros, Filinto Costa Alegre. Contei-lhe: "Sabe que eu pensei, na altura, falar convosco e propor que ficassem com uma situação idêntica à da Madeira e dos Açores, uma região autónoma de Portugal. Mas não cheguei a dizer nada, porque pensariam que eu era um neocolonialista." Sabe o que ele me respondeu? "Senhor general, e não seria possível fazer isso agora?"
Excerto de uma entrevista a Pires Veloso, in Público, 08.12.08
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Uma frase chocante...
"Vale mais uma página de qualquer discurso de Salazar do que toda a obra de Saramago. Estilisticamente. O autor de cabeceira do Salazar era o Padre António Vieira. Se ler qualquer dos discursos de Salazar lê português. Que é uma coisa que já raramente se encontra. É um clássico."
António Barahona, Revista Ler, Dezembro de 2008, p. 34.
