
Vaga no azul, Ana Moura com Paxti Andión
Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.
O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma.
E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.
Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.
Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.
Fernando Pessoa, 29-3-1931
Ui! Música e poesia góticas!
ResponderEliminar;p
ResponderEliminarO Pessoa é um dos maiores, um desgraçado que meteu as criancinhas a vestir de preto, como ele, e os entregou ao A. Crowley! Devia ser banido da literatura portuguesa!
ResponderEliminarE desnacionalizado, sempre foi um inglesóide...:)
Aquelas nuvens são góticas!
ResponderEliminar;)
Por isso veio a trovoada...
ResponderEliminarEste blogue é tão terapêutico!:)
Agora vão ser conselhos de higiene...;)
ResponderEliminarNão me admirava, já houve aqui de tudo. As tentativas de conversão new age são sempre da cabeça aos pés, embora eu ache que começam pelo umbigo...
ResponderEliminarVariem os números, palhacitas/os!
ResponderEliminar;)
ResponderEliminarClarissa e Ruela:
ResponderEliminar;)
Rasputine:
"Troll sat alone on his seat of stone,
And munched and mumbled a bare old bone;
For many a year he had gnawed it near,
For meat was hard to come by.
Done by! Gum by!
In a cave in the hills he dwelt alone,
And meat was hard to come by."
'Troll Sat Alone On His Seat Of Stone'
J. R. R. Tolkien
Continue a falar sozinho. A gente diverte-se.