"- Tu notarás, continuei eu, esta natureza no cão, digna de admiração num animal.
- Qual natureza?
- Esta: ele rosna quando vê um desconhecido, embora dele não haja recebido nenhum mal, enquanto que acarinha aquele que conhece, mesmo que dele não haja recebido nenhum bem"
- Platão, República, 376 a.
A priori, isso parece-me um comportamento tendencialmente xenófobo...
ResponderEliminarAos cães move-os a vontade de um dono, de pertencer. São um animal territorial, e o dono é o seu território. É espantoso o que se pode fazer mobilizando um exército só de cães, como se viu no caso do ilustre Adolf Hitler. Por vontade de homens grandiosos como este, o mundo seria um mundo de cão, e abaixo a maliciosa ditadura da independência, que é também solidão, causa maior de terror, horror e abandono.
ResponderEliminarEntre os lobos, não vejo esse esplendor fasci-sta, não existe esse fascí-nio, ali, todos são lobos, confiam unicamente nos instintos, e só a força é soberana. Mas é um bicho burro, forçado a viver no desconforto de se estar desperto.
Relativamente aos cães portugueses, andam angustiados, não encontram dono, só cães outros, e por isso desenterram os homens mortos, ou procuram fazer passar-se por homens.
Ninguém se vê aqui ao espelho?
ResponderEliminarAgraciavam-me, na primária, semelhantes voos de espírito.
ResponderEliminarUm passou-bem, senhor Paulo Borges. Não pretendo ser agressivo, ou focar-me em aspectos hostis a priori. Implicaria isso uma falta de higíene. Esta Casa é minha e sua.
Acha que me referia a si?
ResponderEliminarNão faço ideia, senhor Paulo Borges, falava num sentido mais global, não fique chocado se ninguém assumiu essa natureza que é digna de admiração num animal.
ResponderEliminarMas não tem qualquer importância.