
Não podia pensar que na minha casa viviam passarinhos tão pequeninos. Por debaixo das telhas se escondem e de vez em quando vão sujando o encarnado das minhas paredes. Mas prezo muito a Natureza, o que ela nos ensina. E assim vou admitindo aqueles que se servem do calor da minha cozinha para procriar. Enquanto lá estiver vou-me sentindo feliz por saber que outros seres, lutam pela sobrevivência de um modo tão ímpar. Coisas tão simples da vida que nem esperamos que aconteçam vêm mesmo bater as asas às nossas telhas. Bem hajam pequeninos seres, que saibam conservar essas caraterísticas tão belas, tão senhoras de si e que procriem muito, mas mesmo com muita intensidade de modo a fazer deste mundo algo mais próximo ao paraíso prometido. Voltem sempre, mas saibam sempre quais são as vossas verdadeiras origens.
Voltem, voltem sempre. Dêem-nos o vosso amor chilreante cheio de asinhas. Todas as aves foram já perdoadas de terem sido répteis rastejantes e nojentos...
ResponderEliminarClarissa, adoro os seus comentários...
ResponderEliminarÉ o amor que me embala...
ResponderEliminarO Amor é algo de muito intenso quando se vive com intensidade. Nesse caso, embala-a a si e a mim.
ResponderEliminarCalminha.
ResponderEliminarCada um vive o seu Amor. Talvez possa dizer que somos ambos românticos. Eu sou Virgem de signo. Está tudo dito!
ResponderEliminarCada macaco no seu romantismo, acho bem. Eu já não sou virgem em nada, e é estado que não aprovo. Detesto que a biologia ofereça fundamentos para a estupidez moral.
ResponderEliminarPois sim que ninguém coloca em causa essa posição que toma por si e de acordo com a sua consciência. Estou de acordo consigo.
ResponderEliminarFico feliz...
ResponderEliminarFico petiz.
ResponderEliminarE tu perdiz.
ResponderEliminare MIL macacos no nariz.
ResponderEliminarÉs gago, ou também estás a dar em poeta lírico?
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