
Com tema de Renato Carneiro Campos
Mas eu enfrentarei o Sol divino,
o Olhar sagrado em que a Pantera arde.
Saberei porque a teia do Destino
não houve quem cortasse ou desatasse.
Não serei orgulhoso nem covarde,
que o sangue se rebela ao toque e ao Sino.
Verei feita em topázio a luz da Tarde,
pedra do Sono e cetro do Assassino.
Ela virá, Mulher, afiando as asas,
com os dentes de cristal, feitos de brasas,
e há de sagrar-me a vista o Gavião.
Mas sei, também, que só assim verei
a coroa da Chama e Deus, meu Rei,
assentado em seu trono do Sertão.
Ariano Suassuna
Há um texto sobre o Ariano no nº 4 da NOVA ÁGUIA...
ResponderEliminarBom saber. Estive em Portugal em julho e trouxe comido os 3 primeiros números. Amigos no Porto me enviarão também o 4º.
ResponderEliminarUm grande abraço.
comigo
ResponderEliminar"Comidos" fica melhor...
ResponderEliminarrsrsrsrs
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