sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mensagem que nos chegou...

"De repente, entra a Lei da Entropia em funcionamento e a Nova Águia passa a ser o veículo de expressão de adeptos de Dark Folk, Symphonic Metal, fantasias com vampiros e vários graus de satanismo em conjunto com refugiados do esoterismo gnóstico versão light («aprenda os segredos dos Rosa-Cruz em 10 lições por correspondência», para pessoas ocupadas mas com alma sensível que desejam ardentemente o triunfo da Luz) e com um grupo de nacionalistas conservadores do eixo Causa Monárquica + catolicismo retrógrado?

Parece-me um tipo de paradoxo com que o Agostinho da Silva nem sonharia, ainda que talvez o divertisse...

Quem está a tomar conta do MIL? E o que vai ser exactamente o PIL? Não se está, suponho, perante uma situação grave, como uma infiltração de Extrema Direita (género affair PRD?) com os nossos neo-pagãos e satânicos de serviço a fazer a ponte para a Nouvelle Droite e/ou os Hammerskins?

Faz-me "confusão" a presença do prof. Adriano Moreira (e outros homens de calibre semelhante) na Nova Águia: imagino o sofrimento de qualquer pessoa inteligente, culta e de bom senso a gramar com vídeos dos Dead Or Alive ou a assistir a discussões acesas em que a palavra "cocó" tem lugar de relevo..."

- J. M.

21 comentários:

  1. De facto, a desfaçatez não tem limites...

    O nosso palerma de serviço (o famoso Rasputine) anuncia que o MIL se vai transformar num partido (o tal "PIL") e depois raciocina-se a partir daí, criando-se uma grande conspiração, como se isso tivesse alguma sustentação...

    Quanto à referida presença do Professor Adriano Moreira, e do destaque que tem tido (nomeadamente no segundo número da NOVA ÁGUIA), a ironia ainda é maior...

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  2. E quanto a quem realmente gosta do abjeccionismo, também teria muito que contar. Mas fica para um dia mais tarde...

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  3. Não seria bem melhor deixar o senhor Prof. Adriano Moreira falar por si?

    Quanto ao futuro, o futuro o dirá, como sempre: ... com a ajuda ou a desajuda dos Homens, dos homens, dos pobres homens, dos homenzinhos, dos "hominídeos" ou dos "homúnculos"...

    De tais assados e (desa)guisados, resguardam-se sempre os deuses, que não estão para estas miudezas e para tais miúdos graúdos, e o próprio Deus se preserva também, que tem por certo assuntos mais importantes com que "preocupar-se", do que com voos rasantes, rasteiros e tão rés ao chão...


    P.S. O tom 'irritadiço' e 'irritadinho' também "teria muito que contar. Mas fica para um dia mais tarde..." Bom dia!

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  4. Quanto ao Professor Adriano Moreira, ao contrário de outros, nunca o quis esconder atrás da cortina. E por isso, também ao contrário de outros, tenho muito orgulho em que ele encabece o Conselho Direcção da NOVA ÁGUIA e que colabore connosco regualmente. Como irá, de novo, acontecer no próximo número da revista...

    Quanto ao mais, eu não discuto com quem fala em nome de Deus...

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  5. "imagino o sofrimento de qualquer pessoa inteligente, culta e de bom senso a gramar com vídeos dos Dead Or Alive"


    Foi só um vídeo, quem for suficientemente culto compreende o porquê...


    Será o sofrimento de assistir ao vídeo maior ou menor do que as palermices que se vão aqui escrevendo (por pessoas aparentemente cultas) e os sucessivos ataques a alguns dos colaboradores, mesmo que os posts publicados sejam poemas ou textos de escritores portugueses.

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  6. Cito-o, meu caro:

    "Vê se percebes uma coisa
    Uma coisa só, muito simples
    Mas de uma vez para sempre

    Para de acordo estarmos sobre a Pátria
    Não temos que estar de acordo sobre Deus
    Ou sobre o Ser, o Não-Ser, ou o Nada

    E por isso a Pátria para todos, de facto, é
    Tanto para os crentes como para os ateus
    Tal como para aqueles que nada disso são"

    Renato Epifânio
    In blog ”Nova Águia”, 25 de Setembro de 2008


    E cito também Agostinho da Silva, "só por coisas" e porque não discute (*), fez-mo saber, "com quem fala em nome de Deus":

    "No fim de contas já é tempo de que a atitude seja uma atitude de conjunto e não uma atitude de fragmentação. Demasiada tendência temos nós tido, levados por interesses, por impulsos, e pelo tal peso das fatalidades, para ingressarmos num grupo contra outro grupo, para nos alistarmos naquela política de cabila que em geral encontramos por todos os países da terra. Chegou a hora de irmos por um caminho inteiramente diferente e em que percamos muito menos tempo a discutir a teoria, embora ela deva estar continuamente presente ao nosso espírito e embora, sinal supremo dessa atitude de política, estejamos dispostos a substituí-la por outra que se nos demonstre mais verdadeira. Mas o que vai decidir tudo é a própria acção. (...) Não se suponha, porém que isto se fará falando ou escrevendo ou pensando: isto se fará fazendo. E fazendo pela não-intervenção absoluta na política de grupos; pela escolha, para governantes, de homens e não de legendas; pela atenção aos problemas locais e imediatos e não só aos planetários e futuros; e, como base de tudo, pela conquista e domínio de si mesmo, através do caminho único que têm apontado a experiência e os séculos: o caminho da ascese mais rigorosa e absoluta, da oração contínua e do amor dos homens em Deus e por Deus"

    Agostinho da Silva, “As Aproximações”, Guimarães Editores, Lisboa, 1960, pág. 19 e seg.


    Qualquer comparação entre um texto e o outro é meramente ociosa e espúria.
    Dum lado temos talvez um Kerouac português, que pensando que pensa, realmente apenas "re-cicla" o já pensado.
    Do outro (que nem é "lado", a bem dizer) temos um dito “maltrapilho” que antes de pensar, viveu o que pensou, e em tudo isso muito orou.

    Melhor, realmente, não discutir com quem diz não discutir com quem fala em nome ou no Nome de Deus.

    Meu caro Renato, se porventura conheceu Agostinho, deve ter ficado mudo, entrando calado...
    Abraço.

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  7. O seu texto não só é calúnia, como preconceituoso. injusto e hiperbólico. Também "estranho", para alguém que tem orgulho em afirmar-se pertencente à subcultura punk.
    Não use "costumes juvenis" e pessoais para disfarçar as reais divergências na Nova Águia e no MIL.

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  8. E se há conspiração, aqui está ela, a usar os recursos da mentira e da propaganda. O seu texto, e deste "Damien" que nunca por aqui vi, são bem a face visível dessa conspiração, a servir-se da exploração pateta de preconceitos em roda na sociedade urbana contemporânea, e falsos. O grupo das pessoas que gosta de ouvir heavy metal nunca foi um grupo político, nem é, mas quem faça uma análise simples imediatamente percebe que o espírito geral é democrático.

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  9. Quanto ao cócó... quem o trouxe para o blogue que o limpe.

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  10. Minha cara,

    A verdade (e a verdade"), a mentira (e a "mentira"), bem como o erro (e o gosto de errar e saber errar) são das coisas mais des-encaixadas de quantas há.

    Ainda bem, para não sermos um replicado amen uns dos outros.

    Mas quando chega essa da "conspiração", temos o caldinho entornado: só se perde na mania dessa urdidura "conspirativa" quem tem as linhas do urdi-la em si. Só quem se sente ameaçado ou perigado, o sente: elementar!

    É coisa que nos vem dos primórdios dos tempos de caça, e de ser caçado.

    Só não está nisso quem não vive a vida acossado ou emboscado...

    Não tire ilacções do que meramente treslê: ao menos, leia com olhos e ouvidos de ler, reler e realmente entender o que está escrito.

    Os subentendidos estão na cabeça, não fora dela.
    Os mal-entendidos, esses, podem estar em toda a parte: tal como o mal, e o bem...

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  11. Quem é J. M.? Qual o crédito a dar a este e-mail? E como me pode garantir que não foi forjado?

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  12. Caro Damien, você nada diz que seja compreensível a uma mente minimamente racional. Dedique-se a outros lavores, falta-lhe talento para a intriga...

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  13. Quanto ao cocó, bem...

    Sempre se pode, sei lá, organizar uma daquelas petições, para arranjar papel higiénico suficiente...

    Que acham os senhores da nova direcção MILosa?

    Eu cá, por mim, assino.

    (Tem é de estar bem explícito, no texto da petição, o tipo ou tipos de cocós que se pretende limpar ou remover, e como e quem os irá remover...)

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  14. Era o que faltava, minha "querida", querer fazer comigo o mesmo que faz com o gatito, que tem colinho. Tenha modos!

    Se não é compreensível o que está escrito, lamento. Apenas posso aconselhá-lha a ir ao médico tratar dessa iliteracia já bem aguda.

    O que está a ter certa piada é, que quanto mais aqui se assanham com meras opiniões minhas, mais dão razão (e nem se dão conta!) a quem acham que "debandou" e que "conspira" e bla bla bla.

    Digo eu, claro!

    Bem, quase hora do lanche, e de dar comidinha ao seu miau miau, não será?

    Eu, daqui a nada, vou ao meu chá com scones e... licor de lagarto chinês,... para ajudar a digestão da patética blogada.

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  15. Damien: um fala-só, a fazer o 1º ano de formação em stand-up comedy.

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  16. Paulo, este seu amigo é uma delícia de ler. Por favor convide-o para este blog (agora que não tem que se inscrever no MIL) - com textos fechados a comentários se for preciso.

    Tudo isto é muito sério - e em particular o Symphonic Metal não devia caber aqui. Isto é um blog universalista. Já não falo do catolicismo retrógrado: e esses se os há devem ser monges cartuxos porque nunca falam. Perigosíssimos.

    Beijinho

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  17. Esqueci-me que isto é um blogue sério, familiar e que se recomenda aos melhores amigos...

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  18. Por favor, faça mais posts do senhor J. M.

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  19. Mensagem que me chegou:

    "De repente, entra a Lei da Entropia em funcionamento e a Nova Águia passa a ser o veículo de expressão de adeptos de Mantras, Malhão-Malhão, fantasias com gurus e vários graus de budismo em conjunto com refugiados do esoterismo oriental versão light («aprenda os segredos do Tantrismo em 10 lições por correspondência», para pessoas ocupadas mas com alma sensível que desejam ardentemente o triunfo da Luz) e com um grupo de anarco-nacionalistas conservadores do eixo Causa Pan-Latina + bolcheviquismo retrógrado?

    Parece-me um tipo de paradoxo com que o Agostinho da Silva nem sonharia, ainda que talvez o divertisse...

    Quem está a tomar conta do MIL? E o que vai ser exactamente o PAPA? Não se está, suponho, perante uma situação grave, como uma infiltração de Extrema Esquerda (género affair MRPP?) com os nossos neo-ecologistas e budistas de serviço a fazer a ponte para a Nouvelle Gauche e/ou as Brigadas Vermelhas?

    Faz-me "confusão" a presença do Baptista Bastos (e outros homens de calibre semelhante) na Nova Águia: imagino o sofrimento de qualquer pessoa inteligente, culta e de bom senso a gramar com vídeos do Roberto Leal ou a assistir a discussões acesas em que a palavra "cócó" tem lugar de relevo..."

    - M. J.

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