quarta-feira, 24 de junho de 2009

a um bloqueador do mundo

burocrata de garra
é ou não fantástico?:

esmorecem-te na jarra
as próprias flores de plástico

9 comentários:

  1. Belo poema, Platero! Os dois últimos versos são fantásticos. A força da simplicidade do dizer.

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  2. Paulo

    é muito bom saber que somos lidos. mais gratificante é quando comentam o que lemos. "nem que seja para elogiar" - brinco, Paulo

    posso? - abraço

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  3. aquilo que escrevemos, óbvio, em vez de lemos.

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  4. Gosto de plástico. Não tem a presunção de estar vivo.

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  5. oestrimnia

    uma das maiores aberrações desta invasão tecnológica pode ser observada nos Cemitérios:
    verdadeiras marés de coloridas mortas flores de plástico.

    autarquias deviam intervir

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  6. Platero

    Maior escândalo é haver cemitérios. E maior ainda haver morte.

    Será que há?

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  7. "Bloqueador do mundo" é genial. Eu chamo-lhe "espírito".

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  8. Paulo,

    escândalo não menor será não aceitarmos com naturalidade a morte

    seria a vida possível sem ela?

    Oestriminia,

    não sei muito bem ler seu comentário. De qualquer modo fico agradecido.

    abraço

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  9. Claro, Platero, vida e morte são inseparáveis. Mas também o são do que nem vive nem morre. Isso que há além do "espírito" de que creio falar a Oestrímnia.

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