"A mais poderosa inclinação, e o maior apetite do homem, é desejar ser. Bem nos conhecia este natural o demónio, quando esta foi a primeira pedra que fundou a ruína a nossos primeiros pais. A primeira coisa que lhes disse, e que lhes prometeu, foi que seriam: Eritis (Genesis. 3:5), e este Eritis, este Sereis, foi o que destruiu o mundo."
P.e António Vieira, Sermão de todos os Santos pregado em Lisboa
no Convento de Odivelas, no ano de 1643.
O demónio conhece bem aquilo que cria.
ResponderEliminarInfelizmente o mundo ainda não está destruído. O demónio não deixa.
ResponderEliminar"Eis, ó bhikkus, a Nobre Verdade sobre a causa de dukkha. É esta “sede” ("tanha") que produz o voltar a existir e o voltar a devir, que se liga a uma avidez apaixonada e que encontra uma nova fruição ora aqui, ora ali; isto é, a sede dos prazeres dos sentidos, a sede da existência e do devir e a sede da não-existência"
ResponderEliminar- Buda Shakyamuni, "Dhamma-Cakkappavattana-Sutta"
Paulo, o que significa nesse texto "sede de não existência"?
ResponderEliminarCasimiro, significa a sede de não ser, a sede de aniquilação, o desejo do nada, a pulsão suicida e niilizante, que tão erroneamente se atribui ao budismo. O budismo sempre se assumiu como uma via do Meio entre todas as posições extremas.
ResponderEliminarAinda bem que o budismo não é suicida nem alinha no sado-masoquismo...
ResponderEliminarNo "meio" é que está a virtude...
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