« (...) [no séc. XVIII] O heroísmo acaba; acaba para a acção útil o reinado do instinto, repelido para as esferas tenebrosas do crime. O mundo envaidece-se com a embriaguez do saber; os homens orgulham-se por se verem elevados à condição de máquinas pensantes; suprime-se toda a invenção, abole-se toda a iniciativa, substitui-se o génio a aritmética, à intuição o número, ao indivíduo activo e pensante o elemento chamado colectividade; e atinge-se a pretensão de afirmar dogmaticamente que a piedade e a arte morreram, por isso que à miopia moral das gentes cada vez se tornam mais inacessíveis os horizontes longínquos do sentimento e da intuição.»
Oliveira Martins, Camões (1872)
E disse tudo assim muito "clarividentemente"
ResponderEliminarÓ Santa Tristeza, rogai por nós.
ResponderEliminarQue o Homem (já) não sabe rezar,
nem trazer o Seu Olhar.