sexta-feira, 24 de abril de 2009

dizer abril como se fora sempre______________

o fermento é o único testemunho que pode ser chão. do silêncio das coisas ou das coisas em silêncio.



parcimónia dos ossos em ausência virtual o que nos é rosa também é cimento. com que resistimos aos dias. um andar sobre locuções metálicas como manchas de leite ácido.
assim este rumo incerto e sem fibras no país que se afronta com secura. luz que abre o rasgão da fome como pastores da incompetência. herança feita nostalgia ou apenas irrelevância de uma vontade séria.

é ácido o grito no lugar do medo . e antes que seja tarde que se atarde o fundo. o desígnio das estradas é levar a semente.

que abril se levante e nos devolva o sentido. que o chão já arde na voz surda dos que perdem tudo.
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(no lugar dos "ques" e dos "ses"___________ou a árida semântica dos falsos querubins onde a dispersão é um quarto de luz e uma janela articulada de espinhos)

5 comentários:

  1. Bravo!

    A força serena do pensar e saber dizer.
    Do leite ácido ressurgirão novas e vermelhas rosas.

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  2. e pela tua seiva. pelas tuas palavras, isabel, abril descobre-se sempre, em poesia.

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  3. "herança feita nostalgia ou apenas irrelevância de uma vontade séria".

    Assim caminha a humanidade, e assim o mundo desce ao fundo de si mesmo.

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  4. Aumento o coro de Bravo!

    Na lembrança e no peso dos dias... O rastro de uma esperança suave...

    Que belas palavras... sempre.

    :*

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  5. Eu rendo-me à evidência deste testemunho
    e espero-o fermento. Sempre. Sempre.

    P

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