
Obra de Ana Paula Roque"O Encoberto"
QUINTO / NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer--
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogofátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Fernando Pessoa
Salve amiga Ana, que bela Obra!
ResponderEliminarUm casamento perfeiro de dois grandes artistas, sem dúvida.
O caminho é longo mas é, enfim, a Hora...
ResponderEliminarExactamente Renato,o caminho é longo,muito longo,mas é chegada a Hora...
ResponderEliminarE já se faz tarde...
é preciso ler os códigos dos cavaleiros e das damas...
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