segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Boff, disse ele


"O grave disto é que a lógica deste sistema [o capitalismo] se opõe diretamente à lógica da vida. A primeira é linear, regida pela competição (...). A outra, a da vida, é complexa, incentiva a diversidade, as interdependências, as complementaridades e reforça a cooperação na procura pelo bem de todos."

Leonardo Boff, teólogo, citado aqui num dos últimos posts

16 comentários:

  1. Vê-se bem que o leopardo não segue a lógica da vida. Será ele um capitalista?

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  2. Pensando bem, os "liberais" nos tempos da nossa guerra civil eram conhecidos como "Malhados".

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  3. Esse post em questao falava de cooperacao entre membros de uma mesma especie, no entre especies diferentes, que obviamente se anulam umas as outras na cadeia alimentar.

    Conhecem a obra do biologo Humbero Maturana?

    Bem, existe tambem a possibilidade de voces acharem que existem diferentes "especies" de seres humanos, com uma mais forte a cabeca ... Se eu fosse a voces, protegia o pescoco e acelerava no "jogging" ...

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  4. Cara Ana, conheço a do Maturana sim, e a do Varela também (embora principalmente na parte da sua aplicação aos sistemas sociais, Luhmann et al. :) ...

    Como é evidente, a separação "radical" feita entre cooperação / competição está absolutamente errada (não deve ser preciso citar bibliografia).

    Outra coisa é saber se o sistema que temos é tolerável, o que evidentemente não é. Mas enquanto as causas apontadas forem desse teor, não são os leopardos que agradecem. São as hienas e os chacais.

    Aí, recomendo que se leiam as obras dos economistas que desde o Adam Smith e outros já com 200 anos até à maior parte dos Prémios Nobel dos últimos 30 anos, chamam a atenção para o facto de que a liberdade assenta numa clara supremacia da lei geral e abstracta sobre as leizinhas decididas por governantes, e numa claríssima distinção entre "moral" e "lei".

    Não há nada nem nas sociedades animais nem nas sociedades humanas ditas "tribais" que nos sirva para assegurar a subsistência a sete biliões de seres humanos. Por aí, estamos num caminho sem retrocesso possível (como o próprio Mao aprendeu).

    Se há uma coisa em que o Maturana é útil, é ensinar-nos que a lógica dos sistemas complexos e hipercomplexos é radicalmente diferente da dos sistemas simples.

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  5. Argumento plausivel.

    Poderia mesmo assim citar a bilbiografia a que fez mencao? De certeza que vai ser bastante enriquecedora para o debate.

    Obrigada,

    A

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  6. Ninguém já pensa sem bibliografia? A natureza é simples, não tem bibliotecas e está sempre cheia de apetite.

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  7. Interessante. Agora já somos iguais aos animais...

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  8. Ana,é infindável. Nas vou seleccionar coisas básicas, para começar.

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    Paulo, sendo o texto escrito por um padre católico, suponho que ele terá a consciência das diferenças. No textozinho, no entanto, não vejo rasto delas. Tempos difíceis (mas fascinantes) para retóricos e vigaristas intelectuais.

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  9. Peço desculpa, no meu teclado as letras estão muito apagadas. "Mas" e não "Nas" queria eu dizer à Ana.

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  10. "Retoricos e vigaristas intelectuais"...

    Muito se critica, muito se deita abaixo e poucos argumentos solidos e com conteudo se apresenta como contraposicao.

    A ironia elevada a marca de sofisticacao, mais do que a capacidade de argumentar?

    Ariana Lusitana: Do que conheco das suas multiplas facetas, julgava-@ certa de que o que distingue o ser humano do resto da natureza e a capacidade de escolher agir de uma forma diversa da ditada pelas suas leis.

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  11. Em vez de "julgava-@ certa", leia-se "julgava-@ cert@".

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  12. Não percebi o que quer dizer. Não falei de uma igualdade entre humano e animal, referi-me à natureza, porque a sua "cooperação" é depredatória, e o capitalismo parece-me uma extensão da lógica natural da vida, em nada oposto, o que é mostrado na sua "irracionalidade".

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  13. Mas o capitalismo e construido por seres humanos que, ao contrario dos animais e do resto da natureza, tem a capacidade de escolher agir de maneira contraria a forma de interaccao que rege as outras especies.

    E tudo uma questao de racionalidade e reflexao critica em relacao aos seus proprios actos e aos factos que @ rodeiam.

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  14. Tem, individualmente mas enquanto espécie funcionamos como todos os primatas superiores, com a diferença que somos colectivamente mais estúpidos.

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