
um grito de animal ferido,
um pranto guardado no murmúrio das folhas
de um plátano,
o rasto de uma estrela que se apaga,
tudo isso,
a ferida aberta e a verdade
de tudo isso,
em ti.
na água, o teu rosto
espelho trémulo
da melancolia imensa de viver.
a embriaguez dos passos
arrastando o tempo.
há um momento em que todas as paisagens
se abismam em silêncio.
chamas, então,
as cores,
e um insólito arco-íris
brilha
no veludo espesso
da tua noite.
Não espanta que haja beleza: mas espanta que ela possa ser dita.
ResponderEliminarTu passas, e há as chamas altas.
Um abraço.