Como bem lembrado pelo Paulo Borges:
"Quem encontramos é o mesmo que buscava, o labirinto é a própria busca antes que a Saudade, de súbito, a faça reverter para o lar da nossa perpétua infância. Aí vemos que o esquecimento não triunfou, que o Inst-ante onde enraizamos corre imóvel sob o seu reflexo tornado criatura a que chamamos Tempo. A segunda vez, o re-conhecimento que a Saudade manifesta é a verdadeira primeira vez, terra de nascimento e não túmulo. Com profunda justiça foi que Pascoaes lhe chamou Criação..."
Eduardo Lourenço, Tempo e Poesia
"O verdadeiro nascimento e a verdadeira criação: reconhecimento no que Insta, no que In-sta, no sempiternamente que não se sedimenta no estar, no ex-istir!"
"Portugal só plenamente será quando perceber que a viagem contada nos Lusíadas é a Ilha dos Amores onde divino e humano darão filhos que, sendo, não existam."
Agostinho da Silva
"O corpo sem alma já não é sacrificado.
O dia da morte se transforma em dia do renascimento.
O espírito divino faz a alma feliz quando se vê a Palavra em sua eternidade."
Nostradamus
Nota: Quem achar, eventualmente, que este não seja assunto para ser colocado aqui, manifeste-se igualmente para que não sejam colocados os nomes de Agostinho da Silva e Fernando Pessoa, pois senão é para desenvolver (e já agora cumprir...) as suas ideias principais então não tem sentido a sua invocação. Grata a Todos. E a Nada também...
E porque Natália me pede:
"Ó subalimentados do sonho! A poesia é para comer."
A poesia mantém-se encarnada, o restante conhecimento humano, (por)que a ignora, não tem corpo.
Terra Nostra, Nostra damos, queijos para todos.
ResponderEliminarÉ uma grande dica! Sendo esse queijo dos Açores, e sendo, como outros, amarelo por dentro e vermelho por fora, isto é, o inverso do mundo actual. Simbolizando o regresso do Sol ao seu interior, fundindo-se o nosso interior animal com o verdadeiro interior, o exterior, da Terra.
ResponderEliminarFundindo ao sol pode dar muita paz.
ResponderEliminarEssa é a maior das filosofias... a que resiste ao tempo.
ResponderEliminarComo o queijo dos gauleses.
ResponderEliminarCara Anita
ResponderEliminarIrei responder à sua "nota" no meu próximo "post"...
Por acaso, há ideias do Pessoa que são tão tolas que não adiantaria muito discuti-las seriamente aqui. Ao Agostinho não conheço tão bem, mas há-de ser o mesmo.
ResponderEliminarO mesmo para o Vieira - mas, coitado, já nos explicaram aqui que se "extirpa" dele a parte católica e pronto... :)
Do Pascoaes, não abunda muito por cá a sua interessantíssima teoria ortográfica :)
E por aí fora ...
E já sabia o Santo António que não há nada como os peixes.
ResponderEliminarMas também, de um modo ou de outro, a Terra segue sempre.
ResponderEliminarUm peixinho grelhado é sempre de falar.
ResponderEliminarAlguém falou em peixe grelhado?
ResponderEliminar;)